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Última Sessão de Música: Milton Nascimento faz show inesquecível em BH

BH recebe último show da carreira de 60 anos de Milton ‘Bituca’ do Nascimento com clássicos do Clube da Equina e participações especiais.


Foto: Divulgação/MarcosHermes


Acostumado a ser o palco de vitórias e títulos no futebol, o Mineirão viveu mais uma noite de glória imortal. Mais de 60 mil pessoas acompanharam no Gigante da Pampulha o último show de Milton ‘Bituca’ do Nascimento, que se despede dos palcos. Foi a derradeira apresentação da turnê A Última Sessão de Música, iniciada em junho com mais de 30 shows no Brasil, Estados Unidos e Europa.


Milhares de vozes se uniram para despedir com toda pompa que merece o músico octogenário, um dos maiores da história da. Foi um show de música, mas também de cores e texturas: Bituca utilizou figurino especialmente criado pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga, enquanto o palco recebeu uma obra colorida feita pelos Osgemeos.


Bituca surgiu com uma manta amarelada, tocando uma pequena sanfona, abrindo o show com Ponta de Areia. Loco após o início, usou uma camisa azul com temas de pássaros e o tradicional boné com óculos escuros.


Muito emocionado, Milton não conteve as lágrimas em vários momentos. Abalado pela morte de Gal Gosta, o artista dedicou o espetáculo à cantora baiana. Imagens da dupla foram exibidas, além de um vídeo com um pouco dos mais de 60 anos de carreira do compositor carioca, mas que é mineiro do coração.


Foto: Reprodução/TV Globo


Bituca se apresentou sentado durante toda a apresentação, que teve mais de duas horas. Apesar dos movimentos debilitados, a sua genialidade não foi afetada, sendo acompanhando por uma banda de muita qualidade. Destaque para Zé Ibarra, jovem músico cariosa que virou o escudeiro durante a turnê. Ele fez o show de abertura, com voz e violão, além de assumir os vocais nas canções em que a idade não permite mais que Bituca alcance os tons que o tornaram mundialmente famoso. Ibarra é certamente uma das maiores promessas ainda vamos ouvir falar muito do rapaz.


A noite de gala de Milton Nascimento foi abrilhantada por participações especiais. O artista reencontrou Lô Borges, Wagner Tiso, Toninho Horta e Beto Lopes, do Clube da Esquina. Juntos, cantaram Para Lennon e MacCartney e Um Girassol da Cor do seu Cabelo, para delírio dos fãs.


Outro grande nome da música mineira, Samuel Rosa cantou o Trem Azul. O vocalista do Skank não escondeu a satisfação em participar da noite especial “Muito obrigado Bituca! É um privilégio habitar a Terra no mesmo tempo de um gênio como você”, disse o artista.


Um dos pontos altos do show foi a emblemática Maria, Maria. Ao final da canção, o público puxou o coro, fazendo com que a banda retomasse o refrão. Foi quando fogos de artifício romperam os céus da Pampulha pera festejar a despedida. Bituca contemplou o espetáculo pirotécnico com olhar de criança.


“Hoje eu só quero agradecer a vocês que tornaram minha vida tão linda. Esse show é a certeza de que os sonhos não envelhecem”, declarou. Bituca voltou para dois bis, com Travessia e Encontros e Despedidas, duas canções que sintetizam bem esse momento. “Me despeço dos palcos, mas não da música. Ela ficará comigo até o final”, disse Milton Nascimento.


Foi um show antológico que ficará para sempre na memória, assim com as canções eternas de Milton e o Clube da Esquina. A gente nunca quer uma despedida, mas é importante celebrar os marcos. Afinal, o “trem que chega é o mesmo trem da partida”. Obrigado, Bituca!


Famosos na Última Sessão de Música em BH


Vários artistas compareceram para se despedir de Milton Nascimento no show de BH da turnê Última Sessão de Música em BH. O vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino, curtiu o espetáculo com a família. Também assistiram em família os atores Sophie Carlotte e Daniel Oliveira.


Rogério Flausino marcou presença na despedida de Milton Nascimento dos palcos (Foto: Reprodução Instagram)


Os atores Sophie Carlotte, Daniel Oliveira e Júlio Andrade curtiram o show com a família (Foto: Reprodução Instagram)


O público também contou com Podé Nastácia e o cantor mineiro Celso Adolfo. A escritora Djamila Ribeiro e o compositor Márcio Borges estiveram presentes, esse último citado por Bituta durante o show.


Problemas


Durante o show de abertura, fãs que estavam nas arquibancadas à direita do palco reclamaram do som e chegaram a interromper a apresentação de Zé Ibarra. Gentilmente, o artista pediu aos técnicos que ajustassem o áudio. Público da pista reclamou das torres de som e de filmagem, que prejudicaram a vista na parte posterior do gramado.


Fãs reclamaram da ausência de policiamento de trânsito ou agentes da BHTrans na saída do Mineirão. Houve relatos de até duas horas para sair do estacionamento do estádio.


Texto: Thiago Ventura

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