Ataque do Cruzeiro, defesa do Atlético

Atualizado: 24 de jun.

A Raposa tem feito gols bonitos, com belos lampejos individuais. Já a retaguarda alvinegra vem sofrendo com um desajuste coletivo na hora de combater.


Curioso. O futebol... Quebrando estereótipos: a boa fase do Cruzeiro vinha sendo associada acima de tudo ao brilhante trabalho de Pezzolano, à sensacional maneira com a qual a torcida abraçou o time, e à revigorada de ânimo advinda em todos os âmbitos com a chegada de Ronaldo ao comando.

Nesta equação, a qualidade do elenco propriamente dita ficava de fora dos aspectos tidos como determinantes para o sucesso. Comum era dizer, inclusive, que a Raposa não gozava de atacantes e homens de ligação talentosos.

Não serei profeta do acontecido, e me colocarei no rol das pessoas que ainda tendem a sustentar as teses acima expostas. Porém, num destes aparentes – ou reais – paradoxos que a vida permite, que o futebol adora, pensemos no voleio inspirado de Edu diante do CRB; na condução de bola seguida de uma conclusão certeira, um “combo” no qual Rafael Silva exalou habilidade também na última rodada; no toque sutil de Willian Oliveira por cobertura que assegurou o triunfo frente ao Náutico, com refinamento que nenhum artilheiro colocaria defeito; no salvador petardo de Jajá que garantiu a vitória contra o Criciúma no apagar das luzes.

Sim, os méritos azuis seguem, acima de tudo, ancorados no conjunto azeitado edificado pelo seu jovem e competente treinador. Talvez esteja na hora de distribuirmos de forma mais harmoniosa as virtudes do todo, entretanto, para peças pouco badaladas de um plantel, em diversos sentidos, modesto.

E o que falar da defesa do Galo? Godín chegou dividindo os corações. Os mais antenados não se empolgaram em função da fraca passagem do uruguaio pelo Cagliari. Outros, ainda com o imaginário colado na brilhante carreira de um defensor que chegou a ser um dos melhores do planeta em Madrid, comemoraram efusivamente. A amostra do ex-pupilo de Simeone com o manto alvinegro não foi legal. O desespero bateu. Mas eis que o excelente Junior Alonso volta.

A bola prega peças. Zaga e volantes do ano passado escalados, e escrete todo esburacado na derrota para o Tolima. Pior: conceder cinco gols ao Fluminense, de novo, com a citada turma toda em campo. Quando notamos latifúndios escancarados na fase defensiva, não restam dúvidas: o problema é coletivo. FOTO: Divulgação CC / Cruzeiro



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