top of page

BH musical se expressa no Clube da Esquina

Cliques inéditos feitos pelo jornalista e fotógrafo Cristiano Quintino mostram a intimidade e o carinho entre os meninos de Santa Tereza.



Se tem algo a cara de BH é o Clube da Esquina. Movimento musical “criado” por Milton Nascimento e pelos irmãos Borges e acompanhado por tanta gente talentosa, a turma que encantou o Brasil com melodias e letras de extrema qualidade impressionante completou 50 anos em 2022. E não pode ser esquecida neste aniversário da capital mineira.


O show do Milton Nascimento, que, aos 80 anos, anunciou sua aposentadoria dos palcos após um show antológico com o Mineirão lotado em novembro marcou sobremaneira a celebração do Clube da Esquina. Mas há outras manifestações que merecem ser destacadas.


Como a exposição de fotos inéditas criada pelo jornalista e fotógrafo mineiro Cristiano Quintino. Amigo dos “meninos” da casa na esquina das rua Divinópolis e Paraisópolis, em Santa Tereza, foi durante muito tempo a testemunha grande angular dos shows, gravações e encontros dos cantores e compositores.


“São momentos importantes em que tive o privilégio de estar presente. São cliques afetivos, já que todos os fotografados estão do lado esquerdo do peito”, explica Quintino, ao fazer uma alusão à Canção da América, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant,.


Nas imagens, os artistas estão em criação, ou fora dela, quando clicou também a intimidade e o carinho entre eles. É o caso, por exemplo, de Lô Borges, Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, na gravação do disco “Sonho Real”, no estúdio da Odeon, no Rio de Janeiro.


“Um dos momentos que mais me emocionaram foi quando Ronaldo Bastos recebeu o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte. Flagrei cenas de abraços e provas de amizade, sendo perceptíveis a força e a empatia entre Ronaldo e os parceiros de tantas canções imortais”, lembra.


Outra linda homenagem aos talentosos artistas mineiros é a mostra que celebra sete anos do Bar do Museu Clube da Esquina, localizado na mesma Santa Tereza. Criada por Márcio Borges, a exposição “Porque se chamavam sonhos” é inspirada em seis canções iconográficas do clube e vai até março de 2023.


Segundo a produtora artística da mostra, Cláudia Brandão, foram criados alguns nichos, relacionados às seis canções escolhidas por Márcio Borges dentre inúmeras do movimento. Eles propõem ao visitante percorrer um pequeno circuito e experimentar sensações e sentimentos que envolvem o cancioneiro do Clube da Esquina.


Fotos: Cristiano Quintino


bottom of page