Branding


Há algum tempo sem escrever aqui, voltamos às nossas colunas mensais de branding com força total e uma dose de inspiração mais do que carregada de um dos maiores líderes que conheço, o qual tenho prazer de trabalhar junto: Paulo Mendes, sócio do Heidrick & Struggles em Miami e em São Paulo, uma empresa internacional de busca de executivos, que também presta consultoria focada em liderança e modelagem da cultura corporativa.


Sabe aquela frase que diz que pessoas se conectam com pessoas, e não com instituições? Isso é pura realidade, e justamente por isso acredito que os profissionais de sucesso são aqueles que entendem o poder da conexão.


O Paulo é um bom exemplo disso. Ele sempre escolheu, para trabalhar consigo, pessoas com as quais ele se identificava e até se questionava se poderia ser amigo. Mais do que currículos, ele buscava humanização, verdade e sinergia.


E liderança, ao contrário do que muita gente pensa, não é nenhum talento que vem com o nascimento, não. Claro que algumas pessoas podem ter mais facilidade para tal, mas, na realidade, é uma habilidade que deve ser desenvolvida diariamente. Para o Paulo, um líder é alguém que permite que outras pessoas trabalhem com ele, e cresçam juntos. Alguém que está disposto - e tem humildade - para aprender, e ao mesmo tempo, somar.


Paulo Mendes, sócio do Heidrick & Struggles.


E tendo em vista que um negócio é feito por pessoas, perguntei ao Paulo como ele acha os profissionais corretos. Ele, prontamente me disse que não é uma ciência exata. O que ele busca é o encontro, justamente, dos valores e propósitos da empresa com a pessoa. O funcionário, em si, precisa ver sentido em trabalhar naquela empresa, ao passo que a companhia precisa ser agregada com as soft e hard skills daquele profissional.


Além disso, ele me trouxe uma informação um tanto quanto inusitada para os contratantes convencionais: o Paulo faz questão de não olhar o currículo do candidato, pois, para ele, as motivações são o que fazem mais sentido na hora da decisão. Até porque, hoje em dia, é muito fácil fantasiar currículos e vender milagres, mas o brilho no olhar… ah! Esse não mente.


E por falar em fantasiar e vender milagres, o Paulo contou, inclusive, que a sua empresa faz sucesso e chegou a este patamar com uma estratégia total low profile - outra desconstrução inusitada para os tempos atuais. Para ele, o resultado é quem mostra a verdade.


Conversamos também sobre a nova tendência do home office, um cenário que ele vê como extremamente positivo, pois, além de termos as barreiras físicas quebradas, o vídeo faz com que o espaço se torne mais acessível, por exemplo, para estagiários e juniores, que talvez não estivessem presentes em decorrência do custo das viagens.


No entanto, o Paulo sabe o poder da presença. Como começamos essa coluna falando sobre conexão, é fundamental que as empresas não deixem que o home office os distancie, prejudicando as trocas que só o dia a dia promove.


E já que tocamos no assunto tendências, quais são as áreas com mais demanda ultimamente? Para o Paulo, além daquelas que áreas de consumo, que são sempre fortes - mas também competitivas - as áreas de transformação digital abriram grandes oportunidades. Ele lembrou também que para bons profissionais, sempre haverá espaço no mercado. O negócio é se diferenciar.


E se diferenciar, para concluir e lembrar o que falamos durante essa coluna, passa, claro, pelo desenvolvimento das habilidades técnicas - como gestão, programação, marketing, etc - mas, principalmente, pelo desenvolvimento pessoal. Se você quiser ser contratado por um líder como o Paulo, por exemplo, tenha em mente que ele sempre avaliará, antes de mais nada, o seu mindset, como você lida com os outros e o quanto é movido pelos seus objetivos.



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