Eletroestimulação ganha espaço nos consultórios de fisioterapia


Uma técnica que veio diretamente da Alemanha tem ganhado cada vez mais espaço quando o assunto é treino de força, é a eletroestimulação. Um método que faz com que o praticante utilize uma roupa especial, conectada a uma máquina que promove a ativação muscular intensa em todo o corpo através de impulsos elétricos.


Com essa vestimenta, cerca de 300 músculos são trabalhados de forma simultânea, sendo usado como uma forma alternativa de atividades tradicionais para melhorar o condicionamento e a saúde em geral dos praticantes. A fisioterapeuta Nicia Rocha, especialista em Fisioterapia Ortopédica durante o pós-operatório e em Eletroestimulação de Corpo Inteiro (WB-EMS), adotou esse sistema no tratamento de seus pacientes.


“Vi a necessidade e a importância em levar aos meus pacientes um trabalho eficiente através de resultados positivos”, aponta Nicia. Isso acontece porque a eletroestimulação também pode ser associada à fisioterapia convencional, auxiliando na reabilitação de pacientes de pós operatórios, AVC e, até mesmo, na recuperação pós Covid-19.


O treinamento com a eletroestimulação de corpo inteiro é usado para alcançar resultados significativos no ganho de força, recuperação de massa muscular, estabilidade e equilíbrio. Além de melhorar a qualidade de vida, auxiliando em problemas como diabetes, hipertensão e até depressão.



Os impulsos elétricos não prejudicam a musculatura e podem ser realizados por idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou que sofrem doenças crônicas, melhorando o condicionamento cardiorrespiratório e promovendo ganho de força e massa muscular.


Pacientes cardíacos também podem realizar um treino de eletroestimulação muscular de corpo inteiro. Desde que indicado e acompanhado por um especialista, a atividade é muito satisfatória, uma vez que promove o aumento do fluxo sanguíneo sem muito esforço físico.



Assim como qualquer atividade física, a eletroestimulação de corpo inteiro possui algumas poucas contraindicações, sendo algumas delas parciais e outras absolutas.

Essas contraindicações podem surgir diante de dois pontos, seja pela geração de corrente elétrica ou pelo esforço físico causado durante o treinamento.


Pessoas que possuem marcapasso, desfibrilador intracardíaco, epilepsia ou estejam passando por um tratamento contra o câncer possuem contraindicações absolutas para a realização da eletroestimulação de corpo inteiro devido ao risco e a sensibilidade ao impulso elétrico gerado pelo equipamento.


Além disso, é recomendado que mulheres grávidas não façam a técnica durante a gravidez, uma vez que não poderia ser aplicada na área do abdômen. Também existe certa restrição para lactantes, precisando ser avaliado caso a caso para saber a melhor alternativa de treino.