Liberdade ou Morte

Verde, amarelo, azul e branco não são monopólio de um partido, de uma ideologia ou de um candidato. São as cores do Brasil. Pronto e ponto

D. Pedro I do Brasil ou Pedro IV de Portugal (1798 – 1834). Nasceu e morreu em Portugal. No intervalo, proclamou a Independência do Brasil, dia 7 de Setembro de 1822.

Dia 7 de Setembro é “apenas” a data oficial. O Brasil começou a libertar-se de Portugal muito antes, incluindo nossa Inconfidência Mineira (1789-1792).

A Independência do Brasil tem muitas versões, razões, consequências e até piadas verdadeiras. Pode parecer ter sido pacífica, mas foi muito violenta, repleta de guerras e mortes, antes e depois de 1822.

Nossa História é rica e complexa, mesmo sendo relativamente jovem, se comparada, por exemplo, à de Portugal.

Neste ano de 2022, o do Bicentenário, ganhamos um presente. O coração de D. Pedro I está de volta ao Brasil, onde ele mais vibrou e bateu. Melhor, o coração de D. Pedro está visitando o Brasil, até dia 8 de setembro, quando volta a Portugal.

E ganhou a exposição "Um coração ardoroso: vida e legado de D. Pedro I”, no Palácio do Itamaraty, Brasília. O público pode ver a relíquia, que chegou embalada em uma urna de ouro e está conservada em uma cápsula de vidro.

O Brasil precisa reparar injustiças; reconhecer o verdadeiro papel e a importância, não só de D. Pedro I, como da família real. Principalmente de seu pai, D. João VI e de seu filho, D. Pedro II. Sem esquecer a imperatriz Leopoldina, mulher de D. Pedro I – quem realmente assinou a declaração de Independência – e sua neta, a Princesa Isabel, que aboliu a vergonhosa escravidão.

Se o Brasil, para o bem e para o mal, é o que é, devemos à inédita e exclusiva mudança de uma família real, da Europa para uma colônia, no caso o Brasil, em 1808. Claro, D. João VI estava fugindo do furacão Napoleão Bonaparte, mas foi o único rei a conseguir este feito, deixar o todo poderoso Napoleão “a ver navios” no porto de Lisboa. Daí a expressão.

Até hoje, covardemente ou por ignorância, a família real é ridicularizada. Pena não ter espaço para os feitos de D. João VI e principalmente de D. Pedro II, nosso grande e último imperador, que saiu daqui escorraçado como um bandido. Na verdade, foi nosso maior estadista.

OK! Vida de colônia não é fácil. Ser uma ex-colônia também não. Poucas deram certo, como as britânicas: Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, por exemplo.

A Guiana Francesa e outras ex-colônias da França; nossos vizinhos e “hermanos españoles”; nossos irmãos africanos em Angola, Moçambique, Cabo Verde, etc., não são exemplos de sucesso.

Aliás, a Guiana Francesa, até hoje, é francesa por ser 100% dependente da metrópole, logo, do euro. Assim como as Ilhas Malvinas que, depois até mesmo de uma guerra, entre Argentina e Reino Unido, em 1982, escolheram continuar falando inglês nas Falklands.

Neste cenário, o Brasil é um grande milagre e, pela primeira vez, está no caminho certo para, enfim, ser o País do Futuro.

Por esta e mil outras, devemos comemorar, com paz e amor, o Bicentenário da Independência do Brasil.

E comemorar sim, com muitas bandeiras; Hino Nacional, da Independência; roupas verdes e amarelas, a começar pela camisa da Seleção Brasileira porque, depois de setembro e das eleições de outubro, temos Copa do Mundo.

Verde, amarelo, azul e branco não são monopólio de um partido, de uma ideologia ou de um candidato. São as cores do Brasil. Pronto e ponto.

Desde que o Brasil é mundo, a bandeira e as cores da bandeira brasileira são símbolos de orgulho e do próprio Brasil.

Nossa bandeira e suas cores representam nossa identidade, nossas conquistas, aqui e no mundo. Seja na Copa do Mundo, nas Olimpíadas e claro, nas vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1.

Ostentar a bandeira de seu país não é vergonha, nem ameaça. É dever! Nos Estados Unidos até em piscinas públicas reina orgulhosa a bandeira americana; assim como tremula em frente aos lares; aos edifícios mais altos, importantes, simbólicos e, geralmente, na última cena dos filmes que dominam e encantam o mundo.

E que venha 2122.


Viva o Brasil! Independência e Sorte!