• Humberto Filho

O Dia da Vida



Graças a Deus! “Gracias”, obrigado, por mais um Dia das Mães, repleto de mães. A minha, Isabel; a de meus filhos, Mariana e claro, as mães de todos vocês, presentes neste ou em outro plano, outra dimensão.


Há um ano escrevi, aqui mesmo, para o Dia das Mães, um texto chamado “Amores de Mães”.


Hoje, bastaria repetir o texto porque o sentimento continua o mesmo. Mentira! Está um ano mais forte.


Nem vou reler o texto do ano passado, para não ficar tentado a repetir palavra por palavra, quero, para vocês, algo novo, original; o que é quase impossível porque como já disse, minha admiração e gratidão só ficaram um ano mais velhas.


Se toda piada tem um lado de verdade, permitam-me repetir a do “Joãozinho”, sim o famoso, que todo mundo conhece.


Todo mundo conhece o lado engraçado.


A mãe do Joãozinho pediu a ele para pegar duas latas de Coca-Cola na geladeira. Joãozinho foi, voltou correndo, mas segurando apenas uma lata e se justificando: “Mãe, só tem uma!”.


Resumi muito o lado engraçado que todo mundo conhece. Mas tentemos ver o lado sério e lindo da frase, “Mãe, só tem uma” ou “Mãe: só tem uma”. Mãe é uma só, mãe é única, mão única.


A boa notícia é que a maioria das mulheres - mesmo as que não tiveram filhos - já nasce com um instinto maternal. Mais dia, menos dia, uma delas vai gastar o “amor de mãe”, com um homem, uma mulher, uma criança, várias crianças, um cachorro, uma causa, o que for. E é um grande amor, sempre.


Mas voltemos às mães, as criadoras de vida, essa linda “fábrica” de homens e outras mulheres, outras mães.


Mãe! Só tem uma, só existe uma, porque o amor dela pelos filhos também é único. É o tal do amor incondicional, amor sagrado, amor sincero, integral, completo, total; amor de mãe, pô!


Amor de mãe não é novela. É um sentimento universal, do Brasil, até a Ucrânia, passando pelo resto do mundo.


E dia 8 de maio é o dia delas. Dia de tentarmos devolver, pelo menos, 1/12 desse amor e de várias formas.


Claro, tem o almoço do Dia das Mães! Claro, tem aquele presente que, mesmo nascido de interesses muito comerciais, virou símbolo de amor verdadeiro porque é oferecido com amor.


Presente oferecido por filhas e filhos que, em um dia, devolvem um pouquinho do que recebem todos os dias, desde que nasceram, sem pedir. Se bem que bebês pedem, chorando, quando estão com fome. Pedem porque ainda não sabem que nem precisam pedir.


Em tempos de epidemia e pandemia, as mães são nosso primeiro e melhor “hospital”; seu leite, nossa primeira vacina. Em tempos de guerra, são nossa arma, nosso instinto de sobrevivência, nossa proteção maior. Em tempo de eleição, elas são, literalmente, nossa primeira casa, nosso primeiro país.


Claro, existem as raras exceções, as mães desnaturadas; mesmo assim, desnaturados costumam ser alguns filhos e filhas. Para as mães de verdade, os filhos são eternas, frágeis e desprotegidas crianças. Para a mãe, sua filha, mulher genial, é apenas uma menina, continua sua menina. Para a mãe, seu filho, mesmo sendo um bandido, ainda é seu menino, seu “guri”, como na famosa música de Chico Buarque.


E para nós? O que são nossas mães? Não precisamos pensar muito. Mãe, só tem uma. São nossos pilares e alicerces, nossa força, nosso fraco, nosso maior exemplo de amor. O amor que transmitimos não só aos filhos, mas, indiretamente a tudo e todos.


Mãe é colo eterno, berço esplêndido. Mãe é o farol de nosso porto seguro e porto alegre. Mãe é voltar para casa, mãe é nossa infância, nossas primeiras conquistas; nosso cimento, nossa origem; exemplo a seguir e espalhar.


Mães são seres tão intensos que até os órfãos têm motivo para comemorar. O quê? A vida, ora bolas! Já os privilegiados que têm mãe, que ainda têm mãe, também só têm a comemorar, nesta data querida.


Pronto! Prometi que não ia usar a coluna do ano passado, “Amores de Mães” e não usei. Não repeti nem o título, mas reli e descobri algo muito interessante.

Ah! Também não reli a coluna “O Dia D (elas)”, sobre o “Dia das Mulheres”, 8 de Março.


Mas vejo que terminei, “Amores de Mães”, inconscientemente, com o título de hoje: “A todos, feliz Dia das Mães, feliz Dia da Vida”.


Que chegue logo o Dia das Mães de 2023, que “este dia não seja eterno, posto que (infelizmente) é chama, mas que seja infinito enquanto durar”.