Pinga, caninha, marvada! Bebida destilada mais consumida no Brasil mostra sua força em feira em BH

Atualizado: 7 de ago.

Organizador da ExpoCachaça, que vai até dia 7 de agosto na Serraria Souza Pinto, comemora cenário animador nesta 31ª edição que reúne 150 expositores de 20 regiões, gastronomia, cultura, turismo e negócios

José Lúcio Mendes ressalta o caráter cultural da ExpoCachaça (Foto: Douglas Castro)


Embora seja um Patrimônio Cultural e Imaterial nacional, a cachaça se identifica muito mesmo é com Minas Gerais. Aqui há milhares de produtores, mas que irão se unir a outros de diversos Estados durante a 31ª ExpoCachaça, que vai até domingo, 7 de agosto, na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte. O evento acontece em conjunto com a 15ª Brasilbier, voltada aos amantes das cervejas artesanais.

São 150 expositores de 20 regiões produtoras do País que fazem parte da feira. O espaço ainda é propício para negócios, entretenimento, gastronomia, turismo e cultura. Muitos shows – pelo menos dois por dia – acontecem durante o período do evento.

“Felizmente este ano estamos realizando a feira em um cenário diferente, sem as restrições impostas pela situação mais desafiadora da pandemia na edição de novembro de 2021”, comemora o presidente e promotor da ExpoCachaça e da BrasilBier, José Lúcio Mendes.

Nesta entrevista ao CIDADE CONECTA, ele ressalta a importância do evento para a economia de Minas e também do Brasil, sem contar o caráter cultural e histórico em torno da bebida destilada mais consumida do Brasil.


Esta será a primeira ExpoCachaça realizada sem restrições depois de dois anos por causa da pandemia. Qual a expectativa em termos de repercussão, de público e lançamento de novos produtos?

Graças a Deus conseguimos fazer esta ExpoCachaça em um cenário diferente. Por isso, nossas perceptivas são as melhores possíveis e há grande esperança. Temos aqui 20 estados produtores presentes no evento. O pioneirismo e a força da ExpoCachaça fez dela a conceituada feira e a vitrine mundial da cadeia produtiva da cachaça. Essa posição nos permite fomentar ainda mais negócios, promover e divulgar os produtos, serviços, equipamentos, insumos da cadeia produtiva e de valor da cachaça e produtos afins.


A cachaça se tornou algo muito relevante na economia de Minas e do Brasil nos últimos anos. Como o produto movimenta os negócios?

A movimentação financeira do setor é muito importante. Afinal, a cachaça representa 86% do consumo de destilados no Brasil e fatura entre R$ 7 bilhões a 8 bilhões por ano, entre vendas do produto e também de equipamentos e insumos. Ainda exportamos apenas 1% do volume produzido que vai para cerca de 70 países. Segundo o Centro Brasileiro de Referência da Cachaça, são produzidos 1,3 bilhões de litros de cachaça por ano: 70% industriais e 30% artesanais, num total de 5523 marcas. E 60% delas são produzidas aqui em Minas. Entre os destilados mais consumidos no mundo a cachaça é a terceira no ranking e só perde para o Soju coreano, feito à base de arroz, e a vodka, de origem russa.


O sr. acredita, então, que o setor poderia ser melhor explorado?

Precisamos, sim, unir mais o setor, ter uma proposta clara e bem definida para colocar o produto nos mercados. Se compararmos com a tequila, por exemplo, o México consegue exportar 30% de toda bebida produzida para 120 países. O mercado está aberto a novos produtos o tempo todo, que tenham uma cultura do país onde são fabricados. Precisamos explorar isso melhor.


As cachaças mineiras são ainda as melhores do País? Ou a concorrência aumentou e em quais estados? Quais as principais adversárias das mineiras em termos de qualidade?

A cachaça mineira está muito arraigada à nossa origem e cultura mineira. É um patrimônio de Minas, mas outros estados têm feito um excelente trabalho e produzido cachaças de extrema qualidade. E a ExpoCachaça está aí justamente para isso: convidar a todos a darem um passeio e conhecerem a bebida vinda de outras regiões do País, desenvolvidas com muita competência. Aproveitem ainda para provar outros destilados que são produzidos pelas destilarias, como uísques, vodcas e gins.


O evento também tem a participação das cervejarias. Como está este mercado em Minas? O fenômeno Backer “manchou” de que forma a imagem das cervejarias mineiras?

As cervejas artesanais participam desde 2017 através do Brasilbier. É uma presença menor, mas com relevância importante. Sobre a questão da Backer, foi um caso isolado, um acidente. O setor sentiu um pouco o impacto, mas mostrou ser pujante e se recuperou. O fato fez com que as empresas aprimorassem ainda mais seus processos de controle que, aliás, são mais avançados no caso da destilarias de cachaças.


Doses potentes


  • Total de Expositores: 150 expositores

  • Estados representados: 20

  • Número de estandes: 160

  • Expectativa de público: 15 a 20 mil pessoas

  • Público em 30 edições: 2 milhões 312 mil

  • Negócios: R$ 450 milhões realizados na feira e pós feira (venda de equipamentos e insumos)

  • Mídia espontânea: R$ 120 milhões


Serviço


  • 31ª ExpoCachaça / 15ª Brasilbier 2022

  • Data: 4 a 7 de agosto;

  • Funcionamento: quinta e sexta, das 14h à 00h; sábado das 12h à 00h e domingo das 12h às 22h;

  • Local: Serraria Souza Pinto (Av. Assis Chateaubriand, 809 - Centro, Belo Horizonte);

  • Shows:

Sexta: Hocus Pocus (Beatles) e Luiz Ricardo & Gabriel

Sábado: Putz Grilla e Sacode a Poeira

Domingo: Trio Lampião e Célio Santtos e Banda


  • Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia) pelo site da ExpoCachaça ou na bilheteria da Serraria Souza Pinto nos dias do evento (Link AQUI). Crianças de até 12 anos não pagam e devem estar acompanhadas dos pais ou responsável. Idosos entre 60 e 64 anos pagam meia-entrada, mediante apresentação de documento. Idosos com mais de 65 anos, e cadeirantes, tem entrada gratuita.

Vídeo! Melhores momentos Expocachaça 2022. Assista:




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