Top Gun Maverick: uma experiência cinematográfica única

Atualizado: 3 de jun.

I feel the need… the need for speed


Foto: Divulgação


Quando o primeiro Top Gun foi lançado em 1986 eu não era nascida, acho que eu não era nem projeto, mas sou apaixonada por ele desde que o assisti na adolescência. Desde então, perdi a conta de quantas vezes assisti de novo, ou forcei amigos desavisados a assistirem comigo. Posso não ter crescido na década de 80, mas tenho uma atração muito grande por seus filmes. Talvez porque eram descomplicados, não tinham histórias muito complexas ou dramáticas, eram filmes para serem apreciados apenas por seus conteúdos cinematográficos, uma hora e meia ou duas de diversão sem compromisso e sem necessidade de conhecimento prévio como alguns filmes atuais (pensando em você, Marvel!).


Top Gun marcou época e lançou Tom Cruise e Val Kilmer ao estrelato mundial. Sua trilha sonora é lembrada e usada até hoje, além de ter proporcionado a Marinha americana um aumento estratosférico em seu alistamento. Quem não queria se tornar um piloto de caça da marinha, usar óculos aviador e andar de moto depois do filme? Além disso, ainda tivemos cenas icônicas, mesmo que sem propósito ou necessidade para a história, como Maverick andando de moto ao lado de um F-14 que está decolando, ou a do jogo de vôlei de praia com o duplo high-five entre Maverick e Goose. Se você não assistiu ao filme, não sabe o que está perdendo. Vá assisti-lo agora, pois por melhor que ele seja, o novo Top Gun: Maverick consegue ser ainda melhor. Ele é a versão século XXI do clássico da década de 80.


O novo filme traz Tom Cruise reprisando o papel de Maverick, com a mesma essência e carisma do primeiro. A temática e a sequencia do filme é bem semelhante a do primeiro, o que evoca uma forte nostalgia nos espectadores - algo que os produtores, diretor e atores esperavam -, além de apresentar a mesma formula de sucesso com apenas algumas mudanças. A marinha americana evoluiu, mulheres agora também são pilotas e compõem essa elite alada. A tecnologia também passou por transformações inimagináveis, tanto que hoje ela quase consegue tornar esses pilotos obsoletos, mas claro que nosso querido Maverick nunca permitiria isso. Aliado a isso temos a tensão entre os personagens Maverick e Rooster, este filho do querido Goose, e entre os próprios jovens pilotos de Top Gun que são convocados para uma difícil missão. Maverick tem que ensinar tudo o que aprendeu ao longo dos últimos anos para prepará-los para isso.


Contudo, o mais fascinante do filme são os vôos dos aviões. Assim como a tecnologia da aviação melhorou muito, as cameras de filmagens também evoluíram e possibilitaram que as filmagens ocorressem dentro dos próprios aviões da marinha americana durante as manobras aéreas. Para isso, Tom Cruise fez todos os atores do filme passarem por um rigoroso treinamento para que conseguissem entrar e “pilotar” seus aviões de verdade. O resultado é espetacular e imperdível. O filme entrega o prometido: uma experiência cinematográfica única e muito próxima da realidade no quesito dos aviões e das manobras. Além disso, os efeitos especiais se juntaram a essa mistura apenas para criar situações emocionantes que levam o espectador a ficar na ponta da cadeira.


Por último, vale a pena dizer que é um filme para ser assistido no cinema! Com os serviços de streaming se tornando cada vez mais populares, as pessoas passaram a esperar os filmes chegarem a esses serviços para assisti-los e muitos deles não fazem muita diferença mesmo. Porém, o novo Top Gun não é um filme qualquer, ele tem que ser experienciado em toda a sua glória artística e isso requer uma ida cinema - ou várias no meu caso! É quase impossível não se render a magia desse filme, mas se você é um desses poucos infelizes sugiro assistir mais algumas vezes, você provavelmente estava em um dia ruim… Para todos os outros aficionionados por este filme como eu: Welcome back to the Danger Zone!