Turismo apresenta alta no Brasil e anima trade

Segundo dados do IBGE, setor cresce  em faturamento, atividades turísticas, empregos, hospedagens, movimento de restaurantes e transporte aéreo.


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Turismo no Brasil navega em águas calmas. Prova disso são os números divulgados  nesta semana pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo  (CNC). A entidade revisou de 5,1% para 5,8% a projeção de crescimento do turismo  brasileiro neste ano.


Esta nova previsão foi feita com base na alta no faturamento dos serviços, no qual  o turismo está inserido, no mês de agosto na comparação com igual período de 2021.  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento de  8% foi o 18º seguido. Em relação a fevereiro de 2002, último mês antes da pandemia,  o aumento é de 10%.


Por sua vez, o Índice de Atividades Turísticas, segundo a Pesquisa Mensal de  Serviços do IBGE, cresceu 1,2% em agosto na comparação com julho deste ano e  se encontra atualmente 0,1% acima do patamar de fevereiro de 2020.


Quanto ao nível de empregos no turismo nacional, a expectativa da CNC é de  que os postos de trabalho voltem ao patamar anterior à crise sanitária global a  partir do início do período de contratações para a próxima alta temporada de verão. Conforme a entidade, em agosto deste ano, 86% das vagas eliminadas durante a  pandemia já haviam sido novamente ocupadas.


Os destaques na geração de empregos no setor turístico são os segmentos  de bares e restaurantes, com 295,2 mil novos trabalhadores, e o de serviços de  hospedagem, com 71,8 mil contratados. Com a manutenção do ritmo de admissões  previsto, a CNC estima que o segmento deve encerrar 2022 com 309,3 mil postos de trabalho criados.


Os números positivos da pesquisa de agosto do IBGE se somam a outros dados  favoráveis relativos ao turismo nacional. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) revelou, em setembro deste ano, que o Brasil ocupou a 11ª posição como  maior mercado do turismo mundial em 2021 (em 2019, o País estava na 13ª colocação). Conforme o WTTC, no ano passado, US$ 103,5 bilhões (o equivalente  a 6,4% do PIB mundial do turismo) foram resultantes do território brasileiro.


A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), por sua vez, indicou que,  em agosto de 2022, o Brasil foi o único dos grandes mercados domésticos de aviação  a apresentar crescimento superior ao período pré-pandemia. O índice avançou 0,6%  em relação ao mesmo mês de 2019, superando potências do setor, como os Estados  Unidos (queda de 8,6%) e a China (retração de 37,8%).


Quanto a meios de hospedagem, um estudo do Fórum de Operadores Hoteleiros  do Brasil (FOHB) revelou que a taxa de ocupação do ramo no Brasil aumentou mais  de 74% nos primeiros oito meses de 2022 na comparação com o mesmo período  de 2021. O percentual cresceu em todas as regiões do país, com destaque para o  Sudeste (alta de 85%) e o Sul (aumento de 78%).