- Atualidades
- outubro 5, 2026
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Domingos Sávio e Marília Campos vão representar Minas no Senado
Deputado federal do PL foi o mais votado, com 4,9 milhões de votos, enquanto ex-prefeita de Contagem conquistou a segunda vaga; mandatos começam em fevereiro de 2027 e terão duração de oito anos

Minas Gerais terá Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) como seus novos representantes no Senado Federal. Os dois foram eleitos neste domingo (4) para as duas cadeiras mineiras que estavam em disputa nas eleições de 2026 e assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027, para um período de oito anos, até janeiro de 2035.
Com a apuração concluída, Domingos Sávio foi o candidato mais votado, com 4.968.829 votos, correspondentes a 24,21% dos votos válidos para o Senado. Marília Campos ficou com a segunda vaga, ao receber 3.990.864 votos, ou 19,44%. Carlos Viana (PSD), que buscava a reeleição, terminou em terceiro, com 3.583.487 votos (17,46%).
O resultado coloca no Senado dois políticos com trajetórias construídas em diferentes campos partidários. Domingos Sávio chega à Casa depois de mais de três décadas de vida pública, enquanto Marília Campos deixa a Prefeitura de Contagem para assumir, pela primeira vez, um mandato no Congresso Nacional.
De Divinópolis para Brasília
Natural de São Tiago, no Campo das Vertentes, Domingos Sávio tem 69 anos e é formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apesar de ter nascido em São Tiago, construiu parte importante de sua trajetória profissional e política em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro. Antes da política, atuou como médico-veterinário, produtor rural e empresário e presidiu cooperativas agropecuárias e de crédito rural.
Sua carreira eleitoral começou em 1992, quando foi eleito vereador de Divinópolis, chegando a presidir a Câmara Municipal. Quatro anos depois, conquistou a Prefeitura da cidade. Posteriormente, exerceu dois mandatos como deputado estadual e chegou à Câmara dos Deputados em 2011. Desde então, acumulou quatro mandatos consecutivos como deputado federal, sendo reeleito em 2014, 2018 e 2022.
Agora, Domingos Sávio chega ao Senado em sua primeira disputa por uma cadeira na Casa. Durante a campanha, apresentou entre suas prioridades temas como segurança pública, investimentos nas rodovias federais mineiras, ampliação de recursos para a saúde e a busca de uma solução para a dívida de Minas Gerais com a União.
Marília Campos conquista a segunda vaga
A segunda cadeira mineira ficará com Marília Campos, de 65 anos. Nascida em Ouro Branco, na Região Central de Minas, ela também é formada pela UFMG, onde cursou Psicologia.
Filiada ao PT desde a década de 1980, construiu sua trajetória política ligada aos movimentos sindical e popular e à cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Marília presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte entre 1990 e 1995 e iniciou sua trajetória em cargos eletivos como vereadora de Contagem, em 2000. Dois anos depois, foi eleita deputada estadual. Em 2004, tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Contagem e conquistou a reeleição em 2008.
Após deixar a prefeitura, voltou à Assembleia Legislativa, sendo eleita deputada estadual em 2014 e reeleita em 2018. Em 2020, retornou à Prefeitura de Contagem e, em 2024, conquistou mais uma reeleição, chegando ao quarto mandato como prefeita do município. Deixou o Executivo municipal em 2026 para disputar uma das vagas ao Senado.
Com a vitória, Marília será a segunda mulher eleita senadora por Minas Gerais. Entre as bandeiras apresentadas durante a campanha estão o fortalecimento dos municípios, investimentos em infraestrutura, políticas voltadas às mulheres e a articulação de alternativas para o pagamento da dívida mineira com a União.
Renovação no Senado
Nas eleições deste ano, Minas Gerais escolheu dois senadores porque o Senado passa por uma renovação de dois terços de suas 81 cadeiras. Diferentemente dos deputados, eleitos para quatro anos, os senadores cumprem mandatos de oito anos.
Domingos Sávio e Marília Campos assumirão as cadeiras atualmente ocupadas por Carlos Viana (PSD) e Rodrigo Pacheco (PSB). Viana tentou permanecer no Senado, mas terminou a eleição na terceira colocação. Pacheco, por sua vez, não disputou a reeleição e encerra seu mandato em janeiro de 2027.