“Paisagens Inventadas” é a primeira exposição da artista plástica mineira Aída Fischer

“Paisagens Inventadas” é a primeira exposição da artista plástica mineira Aída Fischer

A mostra, em cartaz no MM Gerdau-Museu das Minas e do Metal, revela novas paisagens a partir de rochas e pigmentos minerais do Quadrilátero Ferrífero

Paisagens Inventadas, exposição de Aída Fischer
Aída Fischer: “Tem sido uma grande alegria vivenciar esse momento em um Museu que tem uma relação tão próxima com os temas que atravessam o meu trabalho” (Fotos: MM Gerdau / Divulgação)

 

Da Redação

A diversidade mineral de Minas Gerais ganha formas, cores e significados em “Paisagens Inventadas”, exposição da artista mineira Aída Fischer, que chega ao MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal. A mostra reúne 26 obras, entre pinturas e objetos artísticos, construídas a partir de pigmentos minerais e fragmentos de rochas do Quadrilátero Ferrífero.

Elementos minerais que carregam a memória planetária do território mineiro são transformados pela ação e pelo gesto da artista. Mais do que uma expressão espontânea, a artista organiza e articula a matéria, ativando processos químicos e físicos que fazem parte da própria construção das obras.

Ao percorrer o circuito, o público é convidado a contemplar paisagens inspiradas em elementos naturais como rios, lagoas e ventos. As obras estabelecem um diálogo entre matéria, gesto e paisagem, aproximando o visitante da materialidade do solo mineiro e, ao mesmo tempo, ampliando seu olhar para diferentes possibilidades de representação da natureza.

 

Vídeo – Paisagens Inventadas em cartaz no MM Gerdau; assista:

 

Um dos momentos de destaque da exposição acontece na interação da obra com a luz ultravioleta (UV). Na escuridão, pigmentos reativos presentes nas obras revelam um vibrante céu noturno, criando pontos luminosos que transformam e dão uma nova percepção às telas. A experiência faz com que a paisagem se desloque do território terrestre para uma dimensão cósmica, em um jogo de luz, matéria e energia marcado pelos fenômenos físico-químicos de fluorescência e fosforescência.

Para Aída Fischer, apresentar seu inédito trabalho no MM Gerdau representa um marco em sua trajetória.

 

“É uma honra lançar minha primeira exposição no MM Gerdau. Tem sido uma grande alegria vivenciar esse momento em um Museu que tem uma relação tão próxima com os temas que atravessam o meu trabalho. Agora, deixo o convite para que o público possa conhecer um pouco mais das minhas paisagens inventadas com minerais coletados em solo mineiro”, afirma a artista.

 

A exposição fica em cartaz no Museu até fevereiro de 2027.

 

“Com sua sensibilidade, Aída conseguiu unir em suas obras a natureza que nos envolve e a provocação da arte, criando dois momentos de percepção ativados pela luz UV ‘o dia’ e ‘a noite’. Assim, o encantamento de um novo olhar se dá e com ele as perguntas surgem, dando oportunidade para que a mediação e o aprendizado sobre os fenômenos e as propriedades do mundo mineral aconteçam”, destaca a diretora do MM Gerdau,Márcia Guimarães .