- Atualidades
- agosto 18, 2025
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Gigante da indústria têxtil investe R$100 milhões em sustentabilidade
Cedro Têxtil investe em inovação com foco em sustentabilidade: emissões caem 85%; consumo de água recua 50%, e o de vapor, 73%

Foto/Washington Alves/Light Press
Com 153 anos de história, a gigante Cedro Têxtil concluiu recentemente um dos maiores ciclos de investimentos de sua trajetória, que supera R$ 100 milhões, e colhe resultados expressivos: redução de 73% no consumo de vapor, 50% no uso da água, 33% na energia elétrica, além de 85% nas emissões de CO₂e. Tudo isso com ganhos em produtividade, qualidade e sustentabilidade.
“A inovação precisa estar a serviço da sustentabilidade e da competitividade. Nossos investimentos estão conectados com uma visão de longo prazo, que integra tecnologia, responsabilidade ambiental e entrega de valor ao cliente”, afirma o presidente da Cedro Têxtil Fábio Mascarenhas Alves.
As mudanças mais expressivas ocorreram no setor de acabamento. A substituição das caixas de lavagem tradicionais por modelos ultrassônicos gerou impacto direto nos indicadores ambientais e operacionais: 73% menos consumo de vapor; 50% menos uso de água; 33% de economia de energia elétrica e 80% de economia de espaço físico na planta.
“O novo modelo de lavagem nos permite trabalhar com muito mais eficiência, preservando recursos naturais e melhorando o desempenho operacional”, explica Fábio Mascarenhas.
A empresa também incorporou um moderno equipamento alemão da Brückner, que elevou a estabilidade dimensional dos tecidos, reduziu o consumo energético e aumentou a produtividade.
No setor de tratamento de água, a adoção da tecnologia de osmose reversa passou a garantir água de reuso com o mais alto grau de pureza, que é destinada novamente à produção.
Resultado gigante: pegada de carbono diminui 85%
O esforço para tornar a produção mais limpa e eficiente rendeu certificações importantes como GHG Protocol (FGV), ISO 14001, Oekotex Standard100, C2C e UL. A Cedro é participante do movimento Higg Index e demonstra o seu compromisso com a transparência compartilhando o seu inventário químico na plataforma Clean Chain, além de utilizar corante índigo Aniline Free nos tingimentos do Jeans.
“A última medição do nosso balanço de carbono mostra uma redução de 85% nas emissões de CO₂e, o que reforça nosso compromisso com a descarbonização da indústria têxtil”, afirma o presidente.
Ele lembra que a companhia tem contribuído também para um maior engajamento do setor na ESG, ao sugerir a criação da Liga de Descarbonização na Abit, a Associação Brasileira da Indústria Textil. A Liga foi implementada em 2024 pela entidade para incentivar as associadas a investir em uma produção mais sustentável.
A modernização da fiação incluiu uma linha automatizada capaz de ampliar o processamento de poliéster reciclado, oriundo de garrafas PET. “Trabalhamos com um modelo de produção mais circular e consciente, sem abrir mão de performance e qualidade”, diz Fábio Mascarenhas.
Segundo ele, os uniformes produzidos com essa tecnologia são responsáveis por evitar o lançamento de 3 milhões de garrafas/ano na natureza, inclusive dos oceanos – em linha com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS14) das Nações Unidas, sobre conservação e uso sustentável dos oceanos.