- Atualidades
- outubro 15, 2025
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Ao mestre com carinho: tecnologia e emoção nos novos desafios da docência
Neste Dia do Professor, importante destacar que os educadores seguem como ponto de equilíbrio durante o processo de aprendizados, aponta pesquisa

O Dia do Professor, celebrado neste 15 de outubro, é mais do que uma data no calendário. Trata-se de um convite para reconhecer o valor de quem transforma conhecimento em propósito. Em um mundo em que a informação se renova a cada segundo e as salas de aula se tornam cada vez mais conectadas, o professor segue como ponto de equilíbrio entre o conteúdo e o afeto, entre a tecnologia e a escuta.
Ensinar, hoje, é também aprender a lidar com novas ferramentas, diferentes ritmos e realidades diversas. A docência exige atualização constante, mas, acima de tudo, empatia, a capacidade de inspirar, orientar e formar cidadãos críticos em meio a um mundo em transformação.
Uma pesquisa do Instituto Semesp (2024) revela que quase 75% dos professores da educação básica enxergam a tecnologia e a inteligência artificial (IA) como aliadas no processo de ensino. Mas também reconhecem os desafios que vêm com a inovação: a dispersão dos alunos, a pressão por resultados e a necessidade permanente de adaptação.
Para a professora do Laboratório Inteligência da Vida (LIV), com sede no Rio de Janeiro, Fabiane Cancian, o futuro da docência depende de um equilíbrio essencial, a integração entre competências tecnológicas e habilidades socioemocionais. Nesse cenário, o professor segue sendo insubstituível: o olhar humano que dá sentido à aprendizagem.
Tecnologia como aliada da educação
A inteligência artificial tem ganhado força nas salas de aula e se tornou parte do cotidiano escolar. Segundo levantamento da Nova Escola (2025), mais de 53% dos educadores já utilizam ferramentas digitais em suas atividades, um aumento de 30% em relação a 2023. O dado reflete uma mudança de mentalidade: a tecnologia, antes vista com cautela, agora é encarada como apoio ao ensino.
Para mineira Eliane de Lourdes Silva Silveira, professora há 17 anos no Centro de Educação Infantil Doutor Cássio Magnani, em Nova Lima (MG), na Grande BH, as ferramentas digitais podem ampliar o interesse das crianças e tornar o aprendizado mais dinâmico, desde que usadas com propósito.
Em sua turma, tablets são aplicados em atividades de matemática, ao estimular o traçado de números e o raciocínio lógico de forma lúdica. Mas ela ressalta que o equilíbrio é essencial: o contato com as telas deve vir acompanhado de espaço para a criatividade, a experimentação e o brincar livre.
O educador Marco Saliba, do Grupo Eureka, reforça que, mesmo com os avanços tecnológicos, o coração do processo de ensino continua sendo o vínculo humano.
“O afeto sempre fez parte da aprendizagem. Com ou sem tecnologia, educar exige envolvimento emocional e empatia”, afirma. Para ele, a inteligência artificial é uma ferramenta potente, desde que usada com intencionalidade pedagógica e formação adequada. “O centro da experiência educacional não é o dispositivo, é o educador”, destaca.
Nas escolas, o impacto já é perceptível: ferramentas digitais aproximam famílias e professores, facilitam rotinas e revelam novas formas de ensinar. Quando bem aplicada, a tecnologia não substitui o professor, ela amplia o alcance do seu papel transformador na sociedade.