- Bem-estar
- outubro 20, 2025
- 7 minutos
Dia Mundial da Osteoporose: doença afeta 15 milhões de brasileiros
EMS, Rede Mater Dei de Saúde e Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) lideram o primeiro manifesto da doença na capital mineira

Foto: Freepik
Neste Dia Mundial da Osteoporose, comemorado nesta segunda-feira (20), estudantes de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais vão distribuir material educativo e biscoitos de polvilho, simbolizando a fragilidade óssea característica da osteoporose. Objetivo é promover a conscientização sobre essa doença silenciosa, que afeta 15 milhões de brasileiros
Faixas com mensagens de impacto como “Freie a osteoporose e acelere a prevenção” também farão parte da mobilização, que acontece na Alameda Ezequiel Dias, das 11h30 às 13h30.
Em iniciativa conjunta para o Dia Mundial da Osteoporose, comemorado em 20 de outubro, a EMS, Rede Mater Dei de Saúde e Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) se unem para lançar o primeiro manifesto da doença com ação em Belo Horizonte.
A ação, que também conta com o apoio da IOF e da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG). Durante o evento, estudantes de medicina da Faculdade distribuirão panfletos informativos e biscoitos de polvilho, que simbolizam a fragilidade óssea característica da doença. Faixas de impacto com frases educativas como “Freie a osteoporose e acelere a prevenção” também serão utilizadas para chamar a atenção dos transeuntes e motoristas.
“É importante que a sociedade entenda que osteoporose na população brasileira é mais frequente que infarto, AVC e pode matar mais que o câncer de mama. Assim, nos reunimos em várias entidades e frentes para fazer esse primeiro Manifesto em MG, em prol dessa conscientização. A ideia é mostrar para a população que uma dieta balanceada de cálcio, assim como diagnósticos mais aprofundados podem salvar muitas vidas”, aponta o organizador do Manifesto, Rômulo Lopes, Gerente Regional de Estratégias da farmacêutica EMS.
Outras atividades de conscientização estão previstas para ocorrer ao longo da semana nas unidades da Rede Mater Dei Santo Agostinho e Contorno. A expectativa é que a campanha se expanda no futuro, ampliando o alcance da mensagem e impactando ainda mais pessoas na luta contra a osteoporose.
“Como parte desses esforços de distribuir informação sobre aporte de cálcio, atividade física e prevenção de queda, também vamos ensinar as pessoas a calcularem o seu risco de fratura por meio de uma calculadora online, em que a pessoa pode preencher seus dados e obter uma sugestão de que você é uma de alto, médio ou baixo risco para desenvolver osteoporose e fraturas, por exemplo”, conta o coordenador do Serviço de Densitometria do Mater Dei, médico e doutor em saúde feminina Dr. Bruno Muzzi.
Um problema de saúde pública
A osteoporose é uma condição crônica que se caracteriza pela redução da densidade mineral óssea, o que aumenta o risco de fraturas. Considerada um problema de saúde pública global, a doença afeta cerca de 15 milhões de brasileiros e mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com dados compilados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A condição é responsável por aproximadamente 400 mil fraturas por fragilidade a cada ano no Brasil, conforme relatório da IOF, que também alerta que, sem ações imediatas, o número de fraturas deve crescer 60% até 2030, impulsionado pelo envelhecimento da população.
Além disso, a doença está associada a cerca de 200 mil óbitos anuais no país, segundo o Ministério da Saúde. Estudos indicam que, após uma fratura de quadril, até 24% dos pacientes podem falecer no primeiro ano, e 33% tornam-se dependentes de terceiros para realizar atividades diárias.
Mulheres são mais afetadas
A prevalência da osteoporose é notadamente maior no sexo feminino. Estima-se que, no Brasil, a condição afete 33% das mulheres com mais de 40 anos, segundo um levantamento da IOF.
Outro dado alarmante, divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, indica que aproximadamente 50% das mulheres com 50 anos ou mais sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida, em comparação com 20% dos homens na mesma faixa etária.
A principal razão para essa diferença está na queda abrupta do estrogênio durante a menopausa. Este hormônio feminino desempenha um papel fundamental na proteção e fixação do cálcio nos ossos. Segundo o presidente da Sogimig, Eduardo Cândido, essa diminuição acelera a perda de massa óssea, tornando os ossos mais porosos e suscetíveis a fraturas.
“Quando esse equilíbrio se rompe, a perda de densidade mineral óssea se acelera, aumentando o risco de osteoporose. Por isso, esse é um momento que exige atenção redobrada e acompanhamento médico contínuo. Durante a consulta, é possível avaliar o risco individual, solicitar exames como a densitometria óssea e orientar medidas preventivas que vão desde o uso de terapia hormonal, quando indicada, até mudanças no estilo de vida.”
O médico ainda destaca que a prevenção deve começar ainda antes da menopausa, com hábitos simples e eficazes. “Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação rica em cálcio e proteínas, expor-se ao sol de forma segura e evitar tabagismo e álcool são atitudes que fazem diferença. Com acompanhamento adequado, é possível retardar a perda óssea e garantir um envelhecimento com mais autonomia e qualidade de vida”.
Dia Mundial da Osteoporose
A osteoporose é uma doença silenciosa, que geralmente não apresenta sintomas até a ocorrência de uma fratura. Por isso, o diagnóstico precoce é crucial e pode ser feito por meio da densitometria óssea, um exame rápido e indolor que mede a densidade mineral dos ossos.
A prevenção deve começar na infância, com a construção de uma reserva óssea sólida. Uma dieta rica em cálcio é fundamental, com recomendação de 1.000 a 1.200 mg por dia para um adulto saudável. Segundo o estudo Brazos, nove em cada dez mulheres no Brasil consomem uma quantidade de cálcio inferior à recomendada.
A prática de atividade física também exerce um papel crucial na prevenção. Exercícios como musculação e pilates são altamente recomendados, assim como atividades que treinam o equilíbrio, como dança e yoga, pois ajudam a prevenir quedas.