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- novembro 11, 2025
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Transporte público é pauta no fórum de mobilidade urbana em Minas Gerais
72ª Reunião do Fórum Mineiro de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana busca novas soluções para tornar tráfego de passageiros mais rápido, eficiente e acessível

A cidade de Contagem sediou, nos dias 6 e 7 de novembro, a 72ª Reunião do Fórum Mineiro de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, promovido pela Direção do Fórum Mineiro, Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e pela Prefeitura de Contagem, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (Transcon), reuniu gestores e especialistas para debater os desafios e caminhos da mobilidade nas cidades mineiras (transporte público).
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) marcou presença com o presidente, empresário Rubens Lessa Carvalho, e os diretores Ermelindo da Rocha Faria Júnior, Luiz Fernando Paschoalin e Wilson Reis Couto.
O evento teve como foco o futuro do transporte público no Estado e as soluções para torná-lo mais rápido, eficiente e acessível. Entre as principais propostas discutidas, estiveram a prioridade dos ônibus nas vias urbanas e a criação de novas fontes de custeio para garantir a sustentabilidade do sistema.
O presidente do Sintram, Rubens Lessa, ressaltou a importância da adoção de faixas exclusivas como medida essencial para a fluidez e a eficiência do transporte público coletivo.
“A prioridade nas vias, por meio de faixas exclusivas, é fundamental para que o transporte público cumpra sua missão de forma eficiente e atrativa, reduzindo o tempo de viagem e incentivando o uso do ônibus”, afirmou.
O debate foi focado em aprofundar planos para garantir a sustentabilidade econômica, mantendo a modernização no setor, assim Rubens sugeriu a criação do Fundo de Custeio destinado à renovação de frotas de ônibus para o Estado.
“A qualidade do ar e a eficiência operacional passam pela renovação. Sugerimos a criação de um fundo que incentive a compra de modelos com tecnologia Euro 6, por exemplo, que poluem até 90% menos que os modelos antigos. Isso é um investimento em saúde pública e sustentabilidade”, defendeu Carvalho.
Carvalho ainda acrescentou que a manutenção da qualidade e eficiência da prestação do serviço e a modicidade da tarifa para o usuário dependem diretamente da implementação de novas formas de financiamento e da modernização tecnológica.
“Precisamos urgentemente de fontes alternativas de custeio para o sistema de transporte público. Isso é a chave para garantir que a tarifa seja acessível à população e para que as empresas possam investir na manutenção da qualidade e da eficiência dos serviços”, ressaltou.