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- dezembro 9, 2025
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Stellantis prepara megacelebração dos 50 anos da Fiat no Brasil e confirma novo modelo eletrificado em Betim
Presidente para a América do Sul, Herlander Zola revela um 2026 inteiro de eventos, lançamento estratégico e reforça importância de Minas Gerais para o grupo

Luís Otávio Pires (*)
SÃO PAULO – A Fiat se prepara para virar uma página histórica — e fazer barulho. Aos 50 anos de operação em Betim, a marca promete uma celebração “à altura daquilo que a Fiat merece”, nas palavras do presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola. E a festa não será apenas grande: será impactante.
A declaração do executivo aconteceu nesta segunda-feira,9, em São Paulo, durante o já tradicional encontro de fim de ano com a imprensa de todo o País.
O executivo não revela detalhes — “senão quebra a surpresa”, brinca —, mas dá pistas suficientes para manter o mercado em alerta. Os 50 anos da planta mineira não serão marcados apenas por um grande evento em julho, mês de fundação da Fiat em Betim.
Segundo ele, deverá ser algo semelhante ao que ocorreu quando o famoso tenor italiano Andrea Bocelli se apresentou em um concerto gratuito e grandioso em Belo Horizonte para celebrar os 35 anos da Fiat no Brasil. O evento ocorreu em novembro de 2011, na Praça da Estação, e atraiu cerca de 80 mil pessoas.
A comemoração de 2026 vai se estender por um ano inteiro, com programações culturais, ações ligadas à Casa Fiat de Cultura e, sobretudo, um lançamento de produto considerado estratégico.
Zola confirma: 2026 terá um modelo totalmente novo, eletrificado e produzido em Betim. A novidade deve inaugurar um novo ciclo da marca no País e reforça o papel estratégico da fábrica mineira dentro da Stellantis.
Ele não revela categoria ou posicionamento do produto — apenas deixa claro que será “um modelo” e “novo do zero”. A expectativa do mercado é que o lançamento sinalize a entrada da Fiat em uma nova fase de eletrificação.
Outro eixo central da estratégia do grupo é a integração da tecnologia da chinesa Leapmotor, cuja produção local começa no fim de 2025 ou início de 2026.
“O diferencial da Stellantis está na complementariedade das suas marcas”, explica Zola.
Essa tecnologia não ficará restrita a produtos da Leapmotor: será usada por outras marcas e outros modelos do grupo, independentemente de onde forem produzidos.
Para o executivo, Minas Gerais segue como protagonista absoluto dentro da operação brasileira. Além de ser sede da principal fábrica, o Estado abriga o Tech Center, o Design Studio e concentra boa parte do desenvolvimento dos produtos do grupo.
“Temos uma conexão emocional diferente com Minas”, afirma Zola.
Além da relevância histórica e industrial, o Estado figura entre os cinco maiores mercados do País. A presença de grandes locadoras que emplacam seus veículos em Minas eleva ainda mais o peso regional.
Com apenas dois meses no cargo, Zola já viveu um marco relevante: a visita do CEO global, Antônio Filosa, acompanhada de todo o board do grupo. Durante a semana de reuniões na planta de Betim, foram confirmados investimentos estratégicos, como a produção local da Leapmotor.
A companhia já anunciou R$ 32 bilhões em investimentos até 2030 na América do Sul — um sinal claro, diz Zola, da importância da região no contexto global.
Questionado sobre as tensões comerciais com montadoras chinesas, Zola é direto: a Stellantis não é contra produtos importados, mas contra a concorrência desleal.
Com três grandes plantas no Brasil e cerca de 30 mil empregos diretos (120 mil indiretos na América do Sul), a empresa defende um ambiente equilibrado.
“O que não é justo é que aqueles que não criam empregos aqui tenham benefícios superiores aos que investem e produzem no País”, argumenta.
(*) Enviado especial a São Paulo, a convite da Stellantis
