Escola de Artes no Belvedere mistura técnica, criatividade e inovação

Escola de Artes no Belvedere mistura técnica, criatividade e inovação

Voltados para crianças e adolescentes de 3 a 15 anos, cursos da Casa do Sol apostam no “aprender fazendo” e em acompanhamento pedagógico contínuo

Escola de Artes une técnica, criatividade e inovação da Casa do Sol
A grade curricular da Escola de Artes da Casa do Sol contempla oito cursos semestrais, distribuídos por faixa etária e linguagem artística (Foto: Casa do Sol / Divulgação)

 

Em um cenário cada vez mais impactado pela tecnologia e pela automação, um novo espaço cultural em Belo Horizonte aposta na arte como caminho para formar mentes criativas, sensíveis e inovadoras. A Casa do Sol, recém-inaugurada em shopping no bairro Belvedere, anunciou a criação de sua Escola de Artes, voltada à formação artística de crianças e adolescentes de 3 a 15 anos. As inscrições já estão abertas.

O braço educacional da instituição nasce com a proposta de se consolidar como um centro em ensino artístico na capital mineira, ao oferecer cursos regulares de música, desenho e canto, com metodologia estruturada, acompanhamento técnico e foco no desenvolvimento integral dos alunos.

À frente da iniciativa está o diretor da Casa do Sol, Pedro Guerra, que define o Espaço Criativo como um ambiente pensado para estimular a autonomia intelectual e a capacidade de inovação desde cedo.

 

“Nossa proposta é formar crianças criativas, sensíveis e capazes de pensar fora da caixa. Queremos ajudar a construir profissionais disruptivos, preparados para os desafios do mundo atual”, afirma.

 

Segundo Guerra, a escola surge como uma extensão dos valores do grupo, ao propor um ensino organizado em disciplinas específicas, com fundamentos técnicos bem definidos e acompanhamento pedagógico contínuo. Segundo ele, não são aulas meramente recreativas.

 

A coordenação pedagógica está sob responsabilidade de Lucas Criscoullo, educador com mais de duas décadas de atuação na economia criativa e na comunicação. De acordo com o professor, a metodologia adotada é baseada no conceito de aprender fazendo, estruturada em quatro pilares: fundamentos técnicos sólidos, ampliação de repertório e referências, prática orientada com feedbacks individuais e criação com intenção.

 

“Não se trata de um passatempo. Vamos formar crianças com olhar, escuta e autoria — capacidades que nenhuma tecnologia entrega pronta”, destaca Criscoullo.

 

A grade curricular da Escola de Artes da Casa do Sol contempla oito cursos semestrais, distribuídos por faixa etária e linguagem artística:

 

  • Fundamento de Desenho em Cores (5 a 8 anos)
  • Formação em Desenho Artístico (9 a 14 anos)
  • Artes Plásticas (6 a 9 anos)
  • Introdução à Bateria (7 a 14 anos)
  • Primeiros Passos no Teclado (7 a 14 anos)
  • Introdução aos Instrumentos de Corda – violino, guitarra e baixo (9 a 15 anos)
  • Canto: Afinação e Interpretação (9 a 15 anos)
  • Musicalização Infantil (turmas de 3 a 4 anos e 5 a 6 anos)

 

O corpo docente foi selecionado com base em critérios pedagógicos e de mercado, e priorizou profissionais com atuação prática no setor criativo e experiência no ensino para o público infantojuvenil.

 

“Buscamos professores que atuem como orientadores, incentivando o desenvolvimento da técnica e da linguagem própria de cada aluno, sem impor um modelo estético único”, explica o coordenador.

 

Com formação em Administração e trajetória autodidata em Design e Cinema, Pedro Guerra defende que a arte desempenha um papel estratégico na formação das novas gerações.

 

“O modelo tradicional de educação é muito industrial, voltado para formar executores. Para isso, hoje existe a inteligência artificial. Precisamos estimular a criação, a empatia e o pensamento crítico”, ressalta.

 

Nesse contexto, a proposta do Espaço Criativo vai além da expressão artística.

 

“O aluno não aprende apenas uma técnica. Ele aprende a pensar, estruturar ideias, desenvolver projetos e compreender processos criativos. Isso gera autonomia, confiança e repertório para o futuro”, complementa Criscoullo.