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  • fevereiro 2, 2026
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Turismo em alta em Minas exige planejamento financeiro para além do Carnaval

Turismo em alta em Minas exige planejamento financeiro para além do Carnaval

Estado deve receber quase 15 milhões de foliões, e organização do caixa é apontada como estratégia para garantir a sustentabilidade dos negócios ao longo do ano

Empreendedor analisa dados financeiros durante período de turismo em alta em Minas Gerais
Com o turismo em alta em Minas Gerais, planejamento financeiro se torna essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios ao longo de todo o ano, especialmente fora do período do Carnaval (Foto: Gerada por IA Gemini)

 

Minas Gerais já está em clima de Carnaval. Seja nas ruas de pedra das cidades históricas ou nas avenidas de Belo Horizonte, a energia da festa já ecoa com os ensaios de blocos, os eventos pré-carnaval e a preparação dos empreendedores, que esperam faturar alto com a folia.

A expectativa do Governo de Minas é de que 14,9 milhões de foliões curtam os dias de festa no Estado, número superior aos 13,2 milhões registrados no ano passado. O impacto econômico previsto também chama a atenção. A projeção é de que o Carnaval movimente aproximadamente R$ 5,75 bilhões e que a ocupação hoteleira possa chegar a 95%, consolidando a data como um dos principais motores da economia criativa e do turismo em Minas Gerais. O estado vem se consolidando como um dos principais destinos do país e registrou um avanço de 11,8% na atividade turística em 2025, mais que o dobro da média nacional.

Os números são animadores para quem atua no setor, mas é preciso aliar estratégia e planejamento financeiro para manter a sustentabilidade ao longo de todo o ano.

A líder da XP em Minas Gerais, Marcela Torres, afirma que agora é o momento de fortalecer a base do capital de giro, que vai garantir a saúde dos negócios durante a baixa temporada, além de estruturar o planejamento financeiro do ano.

 

“O turismo é um setor atípico, com ondas de consumo bem demarcadas, dependendo da característica do negócio e da região. Isso exige grande criatividade, organização e resiliência por parte dos gestores. É preciso conhecer bem o seu público, as oportunidades e as soluções que garantam a saúde do caixa o ano todo”, avalia.

 

 

A especialista em investimentos ressalta ainda a importância do planejamento estratégico do negócio e dá orientações que valem tanto para pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos quanto para empresários de médio e grande porte.

  • Faça um raio-X do seu negócio: liste seus ganhos e despesas atuais e estime as entradas e saídas do período de baixa temporada. Se tiver o histórico de anos anteriores, ele pode ajudar. É importante identificar quais são os períodos mais aquecidos e os de menor procura para definir estratégias que mantenham a sustentabilidade do negócio.
  • Fique atento ao fluxo de caixa: liste e acompanhe, mês a mês, as receitas e despesas. Existem modelos online e softwares que auxiliam na tomada de decisão, no acompanhamento de tendências, no controle de custos e na identificação de gargalos.
  • Invista: planeje-se para os meses de menor demanda, estabeleça metas e crie um fundo de reserva. O saldo parado em conta ou mal investido é sinônimo de dinheiro jogado fora. Existem produtos financeiros para diferentes tipos de necessidade e que protegem os recursos de perdas inflacionárias.
  • Fortaleça sua rede de apoio: forme uma rede profissional com fornecedores, empreendedores locais e outros players do setor. Esse movimento pode ajudar na busca por condições especiais e oportunidades, ampliando as margens de negociação e a otimização da renda e dos recursos.
  • Busque linhas de crédito adaptadas à realidade do seu negócio: informe-se sobre as opções disponíveis no mercado, suas taxas e critérios de concessão e avalie aquelas que se encaixam ao perfil do negócio e ao fluxo de caixa. Evitar o endividamento deve ser um mantra.

Marcela Torres destaca ainda que a base de um planejamento eficaz está na qualidade da informação, na consciência sobre o momento atual do negócio e na definição de onde se espera chegar.

 

“É preciso manter um olhar de aprendizado sobre a gestão e buscar constantemente alternativas que contribuam para a solidez do negócio. Buscar orientação financeira qualificada e personalizada pode ser um diferencial. Aproveite essa fase de planejamento do ano para analisar o caixa, conhecer soluções e repensar estratégias que podem modificar os indicadores no balanço do ano”, orienta.