- Bem-estar
- fevereiro 6, 2026
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Rede hospitalar inaugura primeiro centro de referência em Minas voltado à saúde cognitiva e envelhecimento cerebral
Pertencente ao Mater Dei, unidade oferece abordagem integrada para prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de demências, incluindo acesso a terapias como o Donanemabe

Em um momento em que 3 milhões de brasileiros convivem com a Doença de Alzheimer e outras demências — e em que o número de casos no mundo pode triplicar até 2050, segundo a OMS —, a rede hospitalar Mater Dei inaugura, na unidade Santo Agostinho, o Centro Integrado de Memória e Envelhecimento (Cime), o primeiro centro de referência em Minas Gerais dedicado exclusivamente à saúde cognitiva e ao envelhecimento cerebral.
O Cime tem como missão ajudar pacientes a compreenderem melhor suas funções mentais, prevenir perdas de memória e proporcionar um envelhecimento com mais autonomia, lucidez e qualidade de vida. O serviço personalizado reúne avaliação médica especializada, neuropsicologia, exames avançados de imagem e a possibilidade de realização de biomarcadores (líquor e PET-amiloide), além de discussão multidisciplinar dos casos.
De acordo com o médico neurologista e um dos coordenadores do Cime, Henrique Dutra, o serviço foi concebido como um centro especializado em saúde cerebral e desempenho cognitivo, não apenas como um ambulatório de neurologia geral.
“Nosso diferencial está no modelo integrado. Reunimos, em um único fluxo, toda a estrutura necessária para oferecer diagnósticos mais precisos, planos de cuidado personalizados e, quando indicado, acesso a terapias inovadoras. O foco não é apenas tratar doenças, mas promover longevidade cognitiva, autonomia e qualidade de vida”, explica.
Terapias inovadoras da rede hospitalar
Entre os diferenciais da rede hospitalar está a possibilidade de aplicação do Donanemabe, terapia para a Doença de Alzheimer em fases iniciais. O medicamento atua reduzindo o acúmulo de beta-amiloide no cérebro, proteína relacionada ao desenvolvimento da doença.
“Não é um medicamento para todos os pacientes. Ele é indicado apenas para pessoas com Alzheimer inicial, após confirmação diagnóstica por exames específicos e avaliação criteriosa de elegibilidade. No CIME, todo esse processo é feito com acompanhamento rigoroso, desde a seleção do paciente até o monitoramento durante o tratamento”, explica o coordenador.
A demência impacta não só o paciente, mas toda a família. Por isso, o centro adota uma abordagem centrada também no cuidador: “Oferecemos orientação clara sobre o diagnóstico, o prognóstico e as estratégias de cuidado, além de suporte psicossocial e acompanhamento contínuo”, diz.
O médico esclarece que é normal que, com o passar dos anos, ocorram pequenas falhas de memória, como esquecer nomes ou compromissos e depois se lembrar.
“O sinal de alerta surge quando essas dificuldades passam a interferir na rotina, no trabalho ou na vida social”, ressalta.
Esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, dificuldade para se orientar em lugares conhecidos, alterações de linguagem, mudanças de comportamento ou perda de autonomia são motivos importantes para buscar avaliação.