- Educação
- fevereiro 25, 2026
- 5 minutos
Rede de ensino mineira aposta em disciplina com inteligência artificial para preparação de alunos
DiaLab integra tecnologia, ética e autonomia para apoiar na formação de alunos do Ensino Fundamental e Médio em desafios digitais

A Rede de Ensino Coleguium, em Minas Gerais e no Pará, passou a oferecer, em fevereiro, a nova disciplina DiaLab. A proposta pedagógica é voltada ao desenvolvimento da autonomia, da postura crítica e da responsabilidade dos estudantes em uma sociedade cada vez mais impactada pela tecnologia.
A iniciativa contempla alunos do 6º ao 9º ano com um tempo semanal dedicado à aprendizagem sobre inteligência artificial e letramento digital. Para o Ensino Médio, o DiaLab é oferecido de forma opcional no contraturno escolar, com foco no incentivo a projetos acadêmicos e na construção da trajetória profissional futura.
Segundo a coordenadora do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio, Hellen Brandão, a proposta vai além do aprendizado técnico de ferramentas digitais.
“Ao reconhecer a coexistência entre humanos e sistemas artificiais como um dos eixos centrais da atualidade, o programa entende a IA como um meio de ampliar capacidades humanas, sem substituir o pensamento, a autoria ou a responsabilidade”, afirma.
A coordenadora ressalta que essa perspectiva orienta toda a estrutura pedagógica da disciplina, organizada a partir de premissas que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem.
“As experiências partem do contexto e dos interesses dos alunos e dialogam com suas realidades, curiosidades e referências culturais, o que torna o aprendizado mais significativo e conectado ao mundo contemporâneo”, destaca.
O DiaLab reúne habilidades consideradas essenciais no processo formativo, como pensamento crítico, autonomia, criatividade responsável, capacidade de investigação, tomada de decisão consciente e reflexão sobre os próprios métodos de aprendizagem.
Para Hellen Brandão, a proposta estimula o protagonismo e amplia a compreensão não apenas do conteúdo trabalhado, mas também das estratégias utilizadas para aprender.
Por meio da metodologia do aprender fazendo e da aprendizagem baseada em projetos, os estudantes experimentam, testam hipóteses, revisam escolhas e analisam resultados, o que os transforma em agentes ativos do próprio desenvolvimento.
A abordagem centrada no humano, aliada à redução de barreiras técnicas, busca favorecer a inclusão e ampliar o acesso ao conhecimento, além de fortalecer o engajamento e o sentido do aprendizado.
O programa adota ainda o princípio do Pedagogy First, no qual a tecnologia não determina o percurso educativo, mas serve a objetivos pedagógicos previamente definidos. Nesse modelo, o professor permanece como mediador do processo formativo, enquanto a inteligência artificial atua como suporte à aprendizagem, ampliando possibilidades de investigação, autoria e construção do conhecimento.
Além do eixo tecnológico, a disciplina incorpora temas contemporâneos como cidadania, segurança digital, ética, empregabilidade e uso consciente da tecnologia.
“A proposta contribui para uma aprendizagem mais significativa e conectada à realidade dos estudantes, potencializa o trabalho pedagógico da escola e promove uma formação integral alinhada às demandas do presente e às competências necessárias para o futuro”, conclui a coordenadora.