Impressões ao Dirigir: Boreal dá uma nova cara para a Renault

Impressões ao Dirigir: Boreal dá uma nova cara para a Renault

É o primeiro da marca com padrão global produzido regionalmente e eleva design, qualidade construtiva e experiência ao volante

Renault Boreal: impressões ao dirigir
Mais global, o novo Boreal deixou de beber na fonte da Dacia, marca romena do grupo, e passou a ser um produto mais com a cara da Renault francesa (Fotos; CC)

 

Humberto Filho

O Boreal marca um ponto de inflexão na trajetória da Renault no Brasil. Trata-se do primeiro modelo produzido no País com padrão global da marca francesa, rompendo definitivamente com a fase em que os produtos nacionais derivavam, em sua maioria, de projetos da Dacia — marca romena do mesmo grupo, tradicionalmente posicionada como linha de entrada na Europa, com foco em custo e simplificação construtiva.

O Boreal representa um reposicionamento claro: mais sofisticação, mais refinamento dinâmico e maior percepção de qualidade. Não é apenas um novo SUV. É uma declaração de intenções.

 

 

E ficou claro esta mudança de rumo ao avaliarmos um modelo top da linha, cedido pela montadora ao CIDADE CONECTA. Nesse “Impressões ao Dirigir”, rodamos com o novo SUV em trânsito urbano e rodoviário. E o melhor: em um período antes do Carnaval, em que BH ainda estava com poucos engarrafamentos.

Em termos de design, percebe-se que o Boreal adota a nova linguagem visual internacional da Renault, basta compará-lo ao que tem sido lançado em outros países. A dianteira exibe assinatura luminosa em LED vertical integrada à grade frontal robusta e bem resolvida, transmitindo modernidade e personalidade. As linhas laterais são equilibradas, com superfícies limpas e vincos bem definidos que conferem dinamismo sem exageros.

Na traseira, as lanternas horizontais em LED reforçam a sofisticação do conjunto. O resultado é um SUV com identidade própria, claramente posicionado acima da geração anterior de modelos produzidos localmente.

No espaço interno houve um salto de categoria. A evolução é evidente. O acabamento demonstra maior cuidado em texturas, materiais e encaixes. O painel adota desenho horizontal, com central multimídia em destaque e quadro de instrumentos digital, elevando a percepção tecnológica do modelo.

O entre-eixos favorece o espaço para os ocupantes do banco traseiro, e oferece conforto real para uso familiar. Pena que falta controle eletrônico do assento para o carona – é disponível só para o motorista. O isolamento acústico também evoluiu significativamente, proporcionando ambiente silencioso mesmo em velocidade de cruzeiro. Isso é confortante, uma vez que as ruas da capital estão um caos, durante este período de chuvas.

Vamos ao que interessa sobre nossas impressões? Pois bem: a dirigibilidade. O novo SUV mostrou uma importante maturidade dinâmica. Ao volante, o Boreal entrega comportamento equilibrado e previsível. A direção elétrica é progressiva e transmite segurança. A suspensão foi calibrada para conciliar conforto urbano com estabilidade em curvas, controlando bem a rolagem da carroceria.

Não se propõe a ser esportivo, mas tudo bem. Afinal, falamos de um veículo mais familiar e não um cupê que precisa de muito desempenho para agradar. O conjunto evidencia um projeto mais sofisticado, alinhado ao que se espera de um SUV médio competitivo no cenário atual.

No uso cotidiano, o Boreal privilegia a experiência do motorista e dos passageiros. Os bancos apresentam boa ergonomia, o nível de vibração é reduzido e os recursos tecnológicos acompanham o novo posicionamento do modelo, com sistemas de assistência à condução nas versões mais completas.

Se a estratégia de preço e pós-venda acompanhar a evolução do produto, estamos diante de um divisor de águas para a marca no País. Nem parece um Renault das antigas.

 

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