- Educação
- fevereiro 27, 2026
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Alunas atendidas por projeto social alcançam primeiros lugares no vestibular da UFMG
Orquestra Jovem é patrocinada pelo Instituto Marina e Flávio Guimarães, que centraliza as ações sociais do Grupo Bmg

A violoncelista Eduarda Luiza Pereira, de 18 anos, conquistou o primeiro lugar no bacharelado em Música com habilitação em violoncelo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de ter obtido a maior nota no mesmo curso na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Beatriz Gonçalves Monteiro, de 17 anos, foi aprovada em terceiro lugar no curso livre de Música da universidade federal, em seu primeiro vestibular. O desempenho das duas alunas retrata como o investimento contínuo em educação e cultura ajuda a ampliar o acesso ao ensino superior no País.
Natural de Belo Horizonte, Eduarda conheceu a música em 2019, quando teve seu primeiro contato com a flauta doce. Em 2020, ingressou na Orquestra Jovem das Gerais e encontrou no violoncelo sua verdadeira paixão. Em março, ela inicia as aulas na UFMG.
“Quando vi meu nome na lista de classificados do vestibular, a ficha demorou a cair. Esse resultado representa muito empenho, dedicação e perseverança. Já pensei várias vezes em desistir, mas sempre tive o apoio da minha família adotiva”, conta Eduarda.
Ela diz que seus maiores aprendizados na orquestra foram a partilha com o próximo, o companheirismo, o respeito, a humildade e a gratidão.
O projeto Orquestra Jovem é patrocinado, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, pelo Instituto Marina e Flávio Guimarães (IMFG), que centraliza as ações sociais do Grupo Bmg. Por meio dessa parceria, a Orquestra atende hoje 500 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
Moradora de Contagem desde a infância, Beatriz Monteiro iniciou sua trajetória musical aos oito anos, quando ganhou seu primeiro violino. Após entrar na orquestra, há nove anos, encontrou não só formação técnica, mas também propósito.
“Tive professores incríveis, que me ensinaram a trabalhar em equipe, a entender o próximo e a reconhecer o quanto um projeto social pode mudar uma vida.”
A aprovação no vestibular veio de forma inesperada.
“Foi a realização de um sonho. A preparação é difícil e exige renúncias, mas meu professor, Thiago Rieverte, que dá aulas na orquestra, me ajudou muito nesse período, em todos os passos. Quando vemos o resultado, tudo vale a pena”, celebra Beatriz.
Formação das alunas baseada em valores de respeito e responsabilidade
Fundada em 1997 pelos músicos mineiros Renato Almeida e Rosiane Reis, a Orquestra Jovem das Gerais oferece oficinas de instrumentos de corda, sopro e percussão. Mais do que a técnica musical, o projeto promove valores como trabalho em equipe, respeito, responsabilidade e perseverança. Com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já beneficiou, ao todo, mais de 1,6 mil crianças e adolescentes.
Para o maestro e coordenador geral Renato Almeida, as conquistas de Beatriz e Eduarda simbolizam a consolidação de um trabalho construído ao longo dos anos.
“Ver essas adolescentes aprovadas em vestibulares de Música mostra que estamos no caminho certo e o apoio de patrocinadores como o Instituto Marina e Flávio Guimarães é fundamental para que possamos oferecer ensino de qualidade e estrutura adequada.”
A diretora do IMFG, Rosana Aguiar, destaca que os resultados confirmam a importância de investir em iniciativas culturais com foco social.
“Essas aprovações representam não apenas talento e dedicação individuais, mas também a força transformadora da educação e da cultura quando recebem apoio consistente”, afirma.