Redução da Selic é vista como um ‘respiro’ para o setor de comércio

Redução da Selic é vista como um ‘respiro’ para o setor de comércio

  Para a CDL/BH, queda é um bom caminho para a retomada de investimentos, melhora no acesso ao crédito e fortalecimento da geração de emprego e renda

Real brasileiro
CDL/BH: A redução da taxa de juros sinaliza um bom caminho para a retomada de investimentos (Foto: Freepik)

 

 

 

Esperada há bastante tempo pelo setor de comércio e serviços da capital mineira, o anúncio da redução da taxa Selic, na semana passada, combina alívio inicial e melhora na confiança na economia.

Na opinião do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, a redução da taxa de juros sinaliza um bom caminho para a retomada de investimentos, além da melhora no acesso ao crédito, aumento de capital de giro e disposição para consumo e investimentos. “Essa queda é um passo importante para retomarmos o fôlego do setor de comércio e serviços,  fortalecermos a geração de emprego, renda e o consumo”, afirma.

O dirigente explica que embora as expectativas de inflação ainda demandam atenção, o setor acredita que o ciclo de queda de juros deve ser lento e condicionado também ao cenário internacional.

 

“O principal efeito inicial para o comércio ocorre por meio de expectativas, já que a sinalização da queda de juros tende a melhorar a confiança de consumidores e empresários na economia, favorecendo decisões de compra e planejamento comercial. Com o tempo, à medida que a redução da taxa básica de juros se transmite para as condições de crédito, há tendência de melhora no consumo, especialmente em produtos de maior valor e que dependem de parcelamento, como bens duráveis e semiduráveis. Esperamos que a queda dos juros seja contínua e acompanhada de ações que garantam previsibilidade e segurança ao empreendedor”, completa.

 

Especialistas recomendam cautela

Esse corte em 0,25 ponto percentual (p.p) realizado pelo Copom  é o início do ciclo de flexibilização da política monetária, de 15% para 14,75%.

Para especialistas do mercado financeiro, a decisão reflete a leitura do Comitê de que a desinflação segue em curso, ainda que o cenário internacional tenha se tornado mais desafiador nas últimas semanas — com aumento das incertezas geopolíticas e alta recente do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.

Apesar do início do ciclo de cortes, a sinalização é de cautela: o ritmo e a extensão da flexibilização devem depender do fluxo de dados de inflação, atividade e expectativas, além dos desdobramentos do ambiente externo. “Acreditamos que o Copom abre a porta para a flexibilização, mas reforça que a condução da política monetária seguirá dependente dos dados e do balanço de riscos, em um contexto de maior incerteza”, afirma relatório assinado pelo time de economia da XP.

Para os investidores, o momento exige disciplina e planejamento: com juros ainda elevados, mas novos riscos no radar, a construção do portfólio deve equilibrar a busca por retornos atrativos, mas também a proteção dos recursos no curto e médio prazo, sem perder de vista os objetivos e oportunidades para o longo prazo.

 

“Mesmo com esse primeiro corte, a taxa Selic deve permanecer em patamar elevado por um período mais prolongado, o que sugere que a renda fixa seguirá sendo muito relevante nos portfólios, porém com um mix de indexadores (pós, prefixado e inflação) que deve ir mudando ao longo do tempo. Prezar por uma mínima diversificação não só de indexadores de renda fixa, mas também com outras classes de ativos é o que ajuda a proteger os portfólios de choques e mudanças relevantes de cenário, sempre respeitando o perfil de risco de cada investidor”, afirma Rodrigo Sgavioli, Head de Alocação da XP.

 

O executivo ressalta que contar com o apoio de um assessor ou consultor de investimentos, que entenda com detalhes as características e necessidades de cada investidor, é essencial para ajustar os portfólios, protegendo ou aproveitando as oportunidades de cada cenário, ajudando a gerenciar os principais riscos.

Para Marco Loureiro, sócio e líder regional da XP em Minas Gerais, o assessor de investimentos exerce um papel fundamental na construção de uma visão de longo prazo, atuando como agente de educação financeira e planejamento.

 

“Mais do que orientar sobre produtos, esse profissional ajuda o cliente a estruturar estratégias consistentes, compreender a importância da diversificação e tomar decisões alinhadas aos seus objetivos de vida. Na XP, o assessor evolui para um parceiro estratégico do investidor, apoiado por tecnologia, inteligência artificial e monitoramento contínuo, garantindo qualidade de alocação, transparência e aderência ao perfil de cada cliente”, explica.