Saúde mental e alimentação estão entre os temas mais buscados à IA

Saúde mental e alimentação estão entre os temas mais buscados à IA

Segundo o Olá Doutor, plataforma de consultas online via chat, tais tópicos só perdem para informações sobre sintomas gerais (como febre e desconforto), os mais buscados no País

pessoa pergunta para IA sobre saúde
Estudo quer entender como os pacientes recorrem à inteligência artificial para esclarecer dúvidas sobre o próprio corpo e organismo (Foto: Olá Doutor/Divulgação)

 

Saúde mental, alimentação e condicionamento físico: esses são alguns dos assuntos de saúde que mais levam os brasileiros à IA atualmente, atrás apenas das buscas por questões e sintomas gerais — como febre, dores e mal-estar.

Os dados são do Olá Doutor, plataforma de consultas online via chat, que realizou um estudo para entender como os pacientes recorrem à inteligência artificial para esclarecer dúvidas sobre o próprio corpo e organismo. A pesquisa, que ouviu pessoas de diferentes regiões, buscou entender a frequência de uso dessas tecnologias, seus riscos e os tópicos por trás das principais pesquisas em ferramentas como ChatGPT e Gemini.

Ao longo do estudo, 7 em cada 10 entrevistados afirmaram ter recorrido à IA no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou doenças. Quase metade dos respondentes também relataram usar tais tecnologias para compreender informações sobre medicamentos (como detalhes da bula e efeitos colaterais) e diagnósticos médicos, o que evidencia como essas ferramentas vêm sendo incorporadas à busca por informações em saúde.

Principais temas relacionados à saúde

Em um contexto marcado pela busca por mais agilidade nos serviços de saúde e a popularização da IA no cotidiano, os dados recentes divulgados pelo Olá Doutor apenas comprovam uma impressão geral: como, nos últimos anos, a tecnologia passou a ocupar um espaço cada vez mais presente na rotina dos pacientes, antes ou após uma consulta médica.

Ao serem questionados pela plataforma, 71% dos entrevistados afirmaram ter recorrido à inteligência artificial no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou doenças, prática ainda mais comum entre pessoas com doenças crônicas (81,4%) se comparadas àquelas que não convivem com condições contínuas de saúde (61,6%).

Outras diferenças também aparecem quando se observa o perfil dos usuários: as mulheres brasileiras tendem a utilizar mais a IA para questões médicas do que os homens (74,5% contra 66,2%), hábito também mais frequente entre os estudantes e pessoas de até 30 anos — grupos que mais recorreram à tecnologia nos últimos doze meses.

Na prática, de acordo com o Olá Doutor, canais como o ChatGPT e Gemini servem como uma espécie de ferramenta de apoio para compreender orientações ou informações técnicas. Não por acaso, quase metade dos entrevistados (49%) afirmaram ter usado a IA nos últimos meses para pesquisar sobre medicamentos, 41,6% recorreram à tecnologia para entender diagnósticos e 35,4% disseram usá-la para interpretar exames ou laudos.

Mas, afinal, quais tópicos de saúde vêm levando a população até a inteligência artificial recentemente? Quando o assunto são os temas que mais despertam as buscas, sintomas gerais, como febre, dores e desconfortos lideram o ranking (59,6%), seguidos por nutrição e alimentação (54%) e questões de saúde mental, como ansiedade, estresse ou depressão (46,8%) — que evidenciam como a tecnologia tem sido utilizada tanto para dúvidas imediatas quanto para questões relacionadas ao bem-estar no dia a dia.