- Coluna Minas Gerais
- abril 16, 2026
- 10 minutos
Cooperativa vende crédito de carbono
COLUNA MG: Principais destaques dos jornais e portais integrantes da rede Sindijori MG

A cooperativa Cooxupé acaba de alcançar um marco inédito para o agronegócio brasileiro: a produção e comercialização de unidades de carbono geradas na cadeia de valor a partir da arborização de lavouras cafeeiras. O projeto piloto reuniu 12 cooperados, abrangendo uma área de 43,27 hectares, com a inserção de sistemas regenerativos e corredores de árvores nas lavouras. Como resultado, foram sequestradas 649,94 toneladas de carbono, com a distribuição de R$ 104.601,59 aos produtores cooperados participantes. (Folha Regional).
Porto Seco do Norte tem audiência
Foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais o Requerimento de autoria do deputado estadual Carlos Pimenta. A proposta solicita a realização de uma audiência pública para discutir os impactos da Reforma Tributária no setor industrial mineiro e a viabilidade da implantação de um Porto Seco no Norte do estado. A audiência deverá reunir representantes de diferentes instituições estratégicas da cidade, região e do Estado. (Em Tempo).
Governador Valadares sedia Copa do Mundo de Parapente
O céu de Governador Valadares vai virar arena internacional a partir deste fim de semana. Entre os dias 19 e 26 de abril, o Pico da Ibituruna recebe a 5ª etapa da Copa do Mundo de Parapente (Paragliding World Cup – PWC), colocando a cidade no centro das atenções do voo livre mundial. Com fama consolidada e o título de “Capital Mundial do Voo Livre”, Valadares reúne condições ideais que atraem pilotos do mundo inteiro — e desta vez não é diferente. A etapa reúne competidores de 25 países e promete disputas intensas, com estratégia, leitura de vento e muita habilidade no ar. (Diário do Rio Doce).
https://drd.com.br/pico-da-ibituruna-sedia-etapa-decisiva-da-copa-do-mundo-de-parapente/
Fechamento de empresas preocupa Caeté
Esta semana, o economista Marcelo Cassemiro acendeu um alerta, nas redes sociais, com um vídeo que expõe um cenário preocupante em Caeté. O levantamento informal feito por ele identificou 90 estabelecimentos comerciais fechados, apenas nas principais avenidas da cidade. O número chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo que representa. Especialistas costumam tratar o fechamento em série de pontos comerciais como um indicador direto de perda de dinamismo econômico. No caso de Caeté, o fenômeno sugere um ambiente de negócios fragilizado. (Jornal Opinião).
Aeroporto do Vale do Aço tem expansão
O Aeroporto Regional do Vale do Aço dará mais um passo no processo de ampliação de sua infraestrutura com a liberação para a construção de seis hangares no sítio aeroportuário. A autorização será formalizada durante cerimônia marcada para esta exta-feira, 17 de abril, às 10h, no próprio terminal. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização e reestruturação operacional do aeroporto. A construção dos hangares deve ampliar a capacidade de atendimento a aeronaves particulares e fortalecer a logística aérea na região. (Portal Carlos Souto).
Mineração reforça prevenção
A Mineração Usiminas reforçou as medidas de prevenção para períodos chuvosos em Itatiaiuçu. A empresa informou à reportagem que está aprimorando as estruturas de contenção e drenagem, para prevenção de ocorrências ambientais, principalmente durante o período de chuvas e no reforço de seu plano de contingência. A medida ocorre após o transbordamento de estruturas, que mobilizou órgãos ambientais, a empresa e moradores da região. (Folha do Povo).
https://www.folhapovoitatiaiucu.com/mineracao-usiminas-reforca-medidas-de-prevencao
Fenicafé tem saldo positivo
A Fenicafé chega à edição de 2026 reafirmando sua posição como um dos mais importantes encontros da cafeicultura brasileira. Realizada em Araguari, no Cerrado Mineiro, a feira reúne produtores, pesquisadores, empresas e especialistas em um ambiente que estimula a troca de conhecimento, a inovação e a geração de negócios. Criada em 1995 pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), a Fenicafé nasceu com o propósito de aproximar o campo da pesquisa e da tecnologia. Ao longo dos anos, consolidou-se como referência nacional, especialmente no fortalecimento da cafeicultura irrigada. (Gazeta do Triângulo).
Minas Gerais amplia produção de café conilon
O cultivo de café conilon vem ganhando espaço em Minas Gerais e se consolidando como uma alternativa estratégica dentro da cafeicultura estadual. Em 2025, o estado colheu cerca de 584 mil sacas, registrando um crescimento de 50% em relação a 2024.
Apesar de ainda representar uma fatia menor frente ao café arábica, o conilon é hoje a cultura cafeeira que mais cresce proporcionalmente em Minas, contribuindo para a diversificação produtiva e redução de riscos no campo.
Expansão impulsionada por mercado e clima
Um dos principais motores desse avanço é a crescente demanda da indústria de café solúvel, que utiliza o conilon devido ao maior rendimento de sólidos solúveis — característica essencial para cafés instantâneos e bebidas prontas.
Segundo a analista do Sistema Faemg Senar, Ana Carolina Gomes, o crescimento é mais evidente em regiões fora do eixo tradicional do café:
- Norte de Minas
- Vale do Jequitinhonha
- Vale do Rio Doce
- Noroeste mineiro
“Essas áreas, com temperaturas mais elevadas e menor altitude, têm maior aptidão para o conilon, especialmente com uso de irrigação”, explica.
Produção cresce com apoio do mercado internacional
O cenário global também favorece a expansão. Problemas climáticos em grandes produtores como Vietnã e Indonésia elevaram os preços internacionais, tornando o conilon mais atrativo economicamente.
Além disso, a cultura apresenta maior estabilidade produtiva, com menor impacto da bienalidade — característica comum no café arábica.
“O conilon não substitui o arábica, ele complementa. Muitos produtores adotam sistemas híbridos para reduzir riscos e diversificar a renda”, destaca a analista.
Café solúvel puxa exportações
O crescimento da demanda se reflete nas exportações:
- Brasil (2025):
84,4 mil toneladas
US$ 1,1 bilhão (+21%) - Minas Gerais (2025):
5,8 mil toneladas
US$ 68 milhões (+26%)
Principais destinos: Estados Unidos, Japão, Argentina, Leste Europeu e Sudeste Asiático.
Área plantada e produtividade em alta
O avanço do conilon também aparece nos indicadores produtivos:
- Área em MG (2026): 11,1 mil hectares
- Crescimento de 12% em cinco anos
- Destaque para o Leste de Minas (+67%)
Produtividade:
- Conilon: 40 a 80 sacas/ha (podendo ultrapassar 100 com irrigação)
- Arábica: 20 a 40 sacas/ha
Em 2025, a média mineira foi de 53 sacas/ha, com previsão de crescimento para 2026.
Potencial de expansão é amplo
De acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), mais de 660 municípios mineiros apresentam aptidão para o cultivo de conilon, reforçando o potencial de expansão da cultura no estado.
Desafios exigem maior tecnificação
Apesar das oportunidades, o cultivo de conilon demanda maior nível técnico. Entre os principais desafios estão:
- Necessidade de irrigação eficiente
- Outorga de uso da água
- Manejo intensivo de podas
- Uso de mudas clonais
- Nutrição mais exigente
Cultura ganha espaço como estratégia
O avanço do café conilon em Minas Gerais aponta para um movimento claro: produtores buscam maior resiliência produtiva e adaptação climática, aproveitando novas oportunidades de mercado sem abandonar culturas tradicionais.
A tendência é de crescimento contínuo, com o conilon se consolidando como peça importante no futuro da cafeicultura mineira.