- Atualidades
- abril 22, 2026
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Dia das Mães deve aquecer comércio da capital com alta no gasto médio
Pesquisa da CDL/BH aponta intenção de compra de 54% dos consumidores, que priorizam presentes com valor emocional

Em meio a um cenário econômico ainda desafiador, o Dia das Mães de 2026 surge como uma aposta importante para o comércio de Belo Horizonte. Levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) indica que 54% dos consumidores da capital pretendem comprar presentes, reforçando o peso da data no calendário do varejo.
As mães seguem como as principais homenageadas, mencionadas por 78,9% dos entrevistados. No entanto, o gesto de presentear também se estende a outras figuras próximas, como esposas, irmãs, avós, sogras, tias e madrinhas.
Apesar da cautela de parte das famílias, o estudo aponta uma mudança no comportamento de quem decidiu ir às compras. O gasto médio estimado é de R$ 478,54 por consumidor, ao considerar a compra de cerca de dois presentes — valor superior ao registrado em 2025, quando a média foi de R$ 353,10.
“O Dia das Mães é uma data extremamente relevante para o comércio, não apenas pelo volume de vendas, mas pelo apelo emocional que envolve a escolha do presente. Mesmo diante de um cenário econômico mais restritivo, o consumidor que decidiu comprar está mais disposto a investir em qualidade e significado”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.
Em contrapartida, 43% dos consumidores não pretendem presentear neste ano. Entre os principais motivos estão restrições orçamentárias, priorização de outras despesas e a percepção de aumento nos preços.
Ainda assim, entre aqueles que irão às compras, 53,8% afirmam que devem gastar mais do que no ano passado, impulsionados tanto pela busca por produtos de melhor qualidade quanto pela inflação percebida.
Compras de última hora e força do varejo físico
A pesquisa também revela que o movimento nas lojas deve se concentrar nos dias que antecedem a data. Cerca de 72,5% dos consumidores pretendem realizar as compras na semana do Dia das Mães, influenciados pela falta de tempo, organização financeira e expectativa de promoções.
Outro destaque é a predominância das lojas físicas. O varejo presencial aparece como principal canal de compra para 73,4% dos consumidores, seja de forma exclusiva ou combinado com o ambiente online.
“Esse dado reforça a importância da experiência no ponto de venda. O consumidor quer ver, tocar e escolher com mais segurança. Por isso, investir em atendimento, ambiente e agilidade é fundamental para atrair e converter vendas neste período”, destaca Marcelo.
Preferências e formas de pagamento no Dia das Mães
Entre os presentes mais procurados, lideram os itens de cosméticos e perfumaria (23,9%), seguidos por roupas (21,1%), calçados e bolsas (9,1%) e eletrodomésticos (8,3%).
O levantamento também mostra uma preferência por pagamentos à vista, que devem representar 67,9% das compras. O Pix lidera como principal modalidade, indicando maior busca por controle financeiro. Já entre os consumidores que optarem pelo parcelamento (28,4%), a média será de três parcelas.
Além dos presentes, a data também deve movimentar gastos com celebrações. Entre os que pretendem comemorar, o valor médio estimado é de R$ 239,68, principalmente com almoços em família e encontros especiais.
“O Dia das Mães vai além do consumo. É uma data que mobiliza sentimentos e aproxima as famílias. O varejo precisa estar preparado para atender essa demanda de forma sensível, oferecendo opções que dialoguem com esse momento especial”, completa o o dirigente.