Minas na vanguarda do fomento: estratégias e desburocratização para R$ 600 milhões em inovação

Minas na vanguarda do fomento: estratégias e desburocratização para R$ 600 milhões em inovação

Especialistas debatem em BH temas ligados à atração de investimentos tecnológicos

Minas na vanguarda do fomento: Órbi ICT, em Belo Horizonte
Janayna Bhering, diretora de fomento à inovação do Órbi ICT, Lucas Mendes (Sede-MG), Flávio Belo (Fapemig) e Marcela Carvalho (IVIJur) (Foto: Camila Rocha / Divulgação)

 

Com o maior número de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do País e um orçamento que se consolida entre os maiores do Brasil para o setor, Minas Gerais posiciona-se como o Estado de vanguarda na atração de investimentos tecnológicos

Durante o painel “Desafios e oportunidades para o fomento a projetos inovadores”, realizado no Órbi ICT, lideranças do governo e do ecossistema detalharam como o estado pretende aplicar mais de R$ 600 milhões via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) em 2026 para impulsionar empresas de todos os portes.

O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais, Lucas Mendes, trouxe uma análise profunda sobre o futuro da atração de investimentos. Com a implementação da Reforma Tributária, que tende a reduzir a eficácia da tradicional “guerra fiscal” entre estados, Mendes defende que o novo diferencial competitivo será o capital intelectual e a infraestrutura de pesquisa.

 

“Qual vai ser o grande diferencial para os Estados atraírem investimento? Formação de mão de obra qualificada, geração de tecnologia e oportunidade de inovação. O Estado já sai na frente pelo que investiu nos últimos anos”, afirmou Mendes. 

 

 

Estratégias de investimento e inovação em Minas

Para converter o potencial em notas fiscais, o governo criou instrumentos inovadores, como o Compete Minas e o Come to Minas. Este último foca especificamente em atrair centros de Pesquisa e Desenvolvimento de empresas de fora para o território mineiro, garantindo empregabilidade para a mão de obra qualificada formada nas instituições locais. 

O assessor da Fapemig, Flávio Belo,  jogou luz no papel da fundação. Ele destacou que a instituição vive um momento de “vacas gordas”, recebendo o repasse constitucional de 1% da receita corrente ordinária do estado. Em 2024, foi responsável por 41% de todo o investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Estado, superando, segundo ele, agências federais como Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em solo mineiro. 


Flávio Belo apresentou um pente-fino dos editais para o primeiro semestre, com destaque para o Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED). O novo formato descentralizará a política de aceleração para 12 mesorregiões, permitindo que ambientes de inovação, como o Órbi ICT, gerenciem recursos de até R$ 100 mil por startup.