- Atualidades
- abril 24, 2026
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Minas na vanguarda do fomento: estratégias e desburocratização para R$ 600 milhões em inovação
Especialistas debatem em BH temas ligados à atração de investimentos tecnológicos

Com o maior número de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do País e um orçamento que se consolida entre os maiores do Brasil para o setor, Minas Gerais posiciona-se como o Estado de vanguarda na atração de investimentos tecnológicos.
Durante o painel “Desafios e oportunidades para o fomento a projetos inovadores”, realizado no Órbi ICT, lideranças do governo e do ecossistema detalharam como o estado pretende aplicar mais de R$ 600 milhões via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) em 2026 para impulsionar empresas de todos os portes.
O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais, Lucas Mendes, trouxe uma análise profunda sobre o futuro da atração de investimentos. Com a implementação da Reforma Tributária, que tende a reduzir a eficácia da tradicional “guerra fiscal” entre estados, Mendes defende que o novo diferencial competitivo será o capital intelectual e a infraestrutura de pesquisa.
“Qual vai ser o grande diferencial para os Estados atraírem investimento? Formação de mão de obra qualificada, geração de tecnologia e oportunidade de inovação. O Estado já sai na frente pelo que investiu nos últimos anos”, afirmou Mendes.
Estratégias de investimento e inovação em Minas
Para converter o potencial em notas fiscais, o governo criou instrumentos inovadores, como o Compete Minas e o Come to Minas. Este último foca especificamente em atrair centros de Pesquisa e Desenvolvimento de empresas de fora para o território mineiro, garantindo empregabilidade para a mão de obra qualificada formada nas instituições locais.
O assessor da Fapemig, Flávio Belo, jogou luz no papel da fundação. Ele destacou que a instituição vive um momento de “vacas gordas”, recebendo o repasse constitucional de 1% da receita corrente ordinária do estado. Em 2024, foi responsável por 41% de todo o investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Estado, superando, segundo ele, agências federais como Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em solo mineiro.
Flávio Belo apresentou um pente-fino dos editais para o primeiro semestre, com destaque para o Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED). O novo formato descentralizará a política de aceleração para 12 mesorregiões, permitindo que ambientes de inovação, como o Órbi ICT, gerenciem recursos de até R$ 100 mil por startup.