- Atualidades
- maio 12, 2026
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Veículos seminovos: quase 6 milhões de unidades vendidas
Desempenho do primeiro quadrimestre do ano mantém trajetória de alta após recorde histórico registrado em 2025

O mercado brasileiro de veículos seminovos segue em um surpreendente ritmo positivo e em abril registrou elevação de 11,7% nas vendas em comparação ao mês de março. A média por dia útil alcançou um volume expressivo nas transações, que chegou a 85.006 unidades.
No acumulado do ano, o setor já soma 5,9 milhões de automóveis vendidos, um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores).
Em Minas Gerais, foram vendidos 183.809 veículos em abril, já no acumulado do ano, o estado registra 710.286 unidades comercializadas, com crescimento de 8,3% em relação aos quatro primeiros meses de 2025. Em Belo Horizonte, as vendas atingiram 44.462 unidades no mês, com uma média por dia útil de 2.470. No acumulado do quadrimestre, foram 178.627 negociações, com avanço de 6,2%.
Entre os modelos mais vendidos em Minas Gerais, o Volkswagen Gol lidera o ranking (9.330 unidades), seguido por Fiat Palio (6.604) e Fiat Uno (6.103). Na capital, a liderança ficou com o Fiat Palio (1.537 unidades), à frente do Volkswagen Gol (1.487) e do Hyundai HB20 (1.247).
Para Glenio Junior, o desempenho acumulado nos quatro primeiros meses do ano reforça a solidez e o amadurecimento do setor.
“Os indicadores mantêm trajetória consistente e sinalizam um ciclo de crescimento sustentado, o que fortalece nossa confiança para os próximos meses. Mesmo diante de um cenário geopolítico global que exige atenção permanente, o segmento segue demonstrando resiliência e capacidade de adaptação. Com base nos resultados registrados até aqui e nas perspectivas atuais, avançamos com fundamentos sólidos e vislumbramos a possibilidade de um novo recorde em 2026”, afirma.
Indicadores econômicos reforçam ambiente favorável
O cenário macroeconômico brasileiro segue apresentando sinais consistentes de estabilidade, consumo aquecido e retomada da atividade produtiva, fortalecendo as perspectivas positivas para diferentes setores da economia ao longo de 2026.
De acordo com o Relatório Focus, do Banco Central, as projeções do mercado para o crescimento econômico seguem estáveis, enquanto a taxa Selic para o fim de 2026 foi mantida em 13% pela segunda semana consecutiva, indicando maior previsibilidade no ambiente financeiro e nas expectativas de especialistas.
Os indicadores de consumo também continuam demonstrando força. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou alta de 1,2% em abril na comparação com março, alcançando 104,5 pontos.
No acumulado do ano, o avanço é de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo maior confiança do consumidor e melhora gradual das condições de renda e crédito.
A indústria brasileira também apresentou desempenho positivo. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria atingiu em abril o maior nível dos últimos 14 meses, chegando a 52,6 pontos, acima dos 49,0 registrados em março. O resultado indica expansão da atividade industrial, impulsionada pelo aumento da produção, da demanda interna e da geração de novos negócios.
Mesmo em meio às tensões no Oriente Médio e à cautela dos mercados globais, o dólar manteve trajetória de estabilidade, enquanto investidores seguem monitorando o comportamento da inflação e dos juros internacionais.
Além disso, dados recentes do mercado de trabalho continuam apontando para níveis historicamente baixos de desemprego e crescimento da massa salarial, fatores que ajudam a sustentar o consumo e a atividade econômica no país.
Em conjunto, esses indicadores apontam para um ambiente econômico mais previsível, dinâmico e favorável à expansão de investimentos, ao fortalecimento do consumo e à continuidade da trajetória de recuperação da economia brasileira.