- Bem-estar
- outubro 29, 2025
- 6 minutos
Elas por Elas: Outubro Rosa contra câncer de mama
Campanha Outubro Rosa destaca acolhimento, informação e histórias reais de superação

A cor rosa colore o mês de outubro, mas o alerta sobre o câncer de mama deve permanecer durante todo o ano. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 70 mil novos casos da doença em 2025. Apesar do número expressivo, as chances de cura ultrapassam 90% quando o diagnóstico é feito precocemente, fator que reforça a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular.
Com esse propósito, a Rede Mater Dei de Saúde lançou a campanha “Elas por Elas”, que une informação, acolhimento e histórias de superação. A iniciativa inclui uma revista especial com conteúdos sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e aspectos emocionais da jornada contra o câncer de mama.
A importância da mamografia
Segundo a mastologista da Rede Mater Dei, Dra. Anna Salvador, a mamografia é o exame mais eficaz para identificar alterações milimétricas, mesmo antes de serem palpáveis.
“O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura e possibilitar tratamentos menos agressivos”, explica.
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda a realização anual da mamografia a partir dos 40 anos, mesmo na ausência de sintomas. Já mulheres com histórico familiar, mutações genéticas ou exposição prévia à radioterapia torácica devem iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação médica.
O autoexame continua sendo uma prática importante de autoconhecimento, mas não substitui a mamografia. A especialista alerta que qualquer alteração perceptível, como nódulos, secreção, dor persistente ou mudança na forma das mamas, deve ser investigada por um ginecologista ou mastologista.
A informação se transforma em esperança
A mineira Rebeca Silva, de 34 anos, é um exemplo de força e superação. Em tratamento na Rede Mater Dei, ela recebeu um diagnóstico inesperado de câncer de mama agressivo.
“Mesmo com nódulos muito pequenos, que só pude sentir porque a região ficou inflamada, o câncer se espalhou rapidamente para ossos e fígado, causando fratura na coluna cervical e lesão no fêmur, com dor intensa no quadril e na perna”, conta.
Após cinco meses de tratamento, o exame de imagem mostrou resposta completa, sem sinais de atividade tumoral. “Sei que meu caso é raro, mas quero que minha história sirva de alerta e esperança. Descobrir a doença no início faz toda a diferença”, afirma Rebeca.
Olhar inclusivo e cuidado integral
A campanha também aborda o câncer de mama em pessoas trans. Estudos mostram que mulheres trans em uso de hormonioterapia estrogênica têm risco aumentado para o desenvolvimento da doença, o que exige atenção personalizada. “Pensar em gênero em campanhas e protocolos é fundamental para garantir acesso equitativo ao cuidado”, ressalta Dra. Anna Salvador.
Além da atenção às mamas, a campanha reforça a prevenção do câncer do colo do útero, o terceiro mais incidente entre as brasileiras. A ginecologista Dra. Lívia Salvador Geo destaca que o rastreamento com o exame de DNA HPV é um avanço importante:
“Identificar lesões precocemente garante tratamentos eficazes e pouco invasivos.”
Com informação, empatia e acolhimento, a campanha “Elas por Elas” reafirma o compromisso da Rede Mater Dei em inspirar o autocuidado e transformar conhecimento em vida.