• maio 17, 2024
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Rede Mater Dei: infecção zero

Rede Mater Dei: infecção zero

Há um ano Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Rede Mater Dei não registra casos associados ao uso de cateteres no tratamento de recém-nascidos

Equipe MAter Dei
Atuação dos profissionais do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar é primordial para os resultados alcançados na unidade (Foto: Divulgação CC / RMD)

A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Rede Mater Dei celebra que há um ano não registra infecções associadas ao uso de cateteres. O recurso é usado no tratamento de recém-nascidos que necessitam de terapia intensiva após o nascimento.

Para o hospital, o feito reflete o padrão importante de controle e prevenção de infecção hospitalar. Entre as ações implementadas, estão a elaboração e a aplicação de uma série de protocolos assistenciais, tais como a higienização das mãos, medidas de precaução e isolamento, o gerenciamento do uso de antimicrobianos e práticas baseadas em evidência para inserção e manutenção acesso venoso central e da rotina de limpeza e desinfecção de superfícies.

A coordenadora da UTIN da Rede Mater Dei de Saúde, Wania Calil, destaca que a formação da equipe multiprofissional tem refletido no resultado.

“Seguimos os protocolos do serviço relacionados à prevenção e ao tratamento das doenças infecciosas, além de discussões diárias dos quadros clínicos, com racionamento do uso de antibióticos e a suspensão precoce desses medicamentos logo que possível com o objetivo de retirada do acesso venoso central”, conta.

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“Também investimos em capacitação contínua da equipe com repasse dos resultados para estimular e incentivar a participação da equipe nos indicadores de qualidade assistencial”, destaca.

A médica explica ainda que a atuação dos profissionais do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar é primordial para os resultados alcançados na unidade.

“Trabalhamos em conjunto com o SECIH com reuniões semanais de discussão dos casos de infecção e monitoramento mensal do indicador de infecção”, ressalta.

A coordenadora do SECIH da Rede Mater Dei de Saúde, Silvana Barros, acredita que completar um ano sem registro desses eventos na UTIN é um forte estímulo à equipe multidisciplinar, ao consolidar as práticas de segurança instituídas.

“Como descrito na literatura científica, a manutenção de uma taxa zero de infecção não é um desafio fácil. Adotamos medidas gerais de prevenção de infecção baseada em evidências, incluído elaboração de protocolos, capacitação contínua da equipe multidisciplinar, auditoria sistemática de adesão aos processos, utilização de critérios padronizados para a coleta de dados epidemiológicos referentes às infecções, ao permitir o monitoramento dos eventos e o estabelecimento de estratégias de prevenção e controle”, explica.

A médica esclarece que a transmissão de micro-organismos patogênicos, ou seja, germes capazes de produzirem doenças, ocorrem na maioria das vezes por contato direto (transmitido de uma pessoa a outra por meio do contato direto com as mãos) ou através do contato indireto (objetos e superfícies contaminadas).

“Várias medidas possuem eficácia na prevenção de infecções, mas sendo as mãos um possível reservatório de micro-organismos que podem causar infecções, devemos adotar a higienização das mãos como importante aliado na rotina diária. Por esse motivo, a higienização das mãos é uma das medidas mais importantes na prevenção e controle das infecções. É uma ação simples, rápida e de baixo custo”, esclarece.

Segundo ela, a limpeza do ambiente também é parte importante no controle da transmissão das infecções, incluindo pisos, paredes, macas, cadeiras de rodas e mobília do quarto.