- Coluna Minas Gerais
- fevereiro 24, 2026
- 9 minutos
Produção de cachaça ganha reforço
COLUNA MG: Principais destaques dos jornais e portais integrantes da rede Sindijori MG

Símbolo da cultura mineira e um dos pilares da economia em diversas regiões do Estado, a cachaça está no centro de um acordo firmado entre o Instituto Mineiro de Agropecuária e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. A iniciativa estabelece uma atuação conjunta voltada à ampliação da produção regular no Estado e prevê capacitações, ações educativas e articulação com circuitos turísticos. Neste primeiro momento, a iniciativa mobiliza equipes da Secult e do IMA, além das oito coordenadorias regionais do instituto envolvidas (Belo Horizonte, Oliveira, Juiz de Fora, Guanhães, Governador Valadares, Pouso Alegre, Uberaba e Uberlândia). (Portal Carlos Souto).
Subestação Divinópolis 3 é energizada
A Cemig colocou em operação, nesse mês, a Subestação Divinópolis 3, nova unidade instalada no bairro Savassi, em Divinópolis. Com capacidade instalada de 50 MVA e representando um investimento de R$ 43,6 milhões, a subestação é um reforço estratégico para o sistema elétrico do Centro-Oeste mineiro e passa a atender mais de 118 mil habitantes de Carmo do Cajuru, Divinópolis e São Gonçalo do Pará, incluindo importantes complexos industriais da região. (Portal G37).
Vereador de Serra dos Aimorés cassado
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais cassou, por maioria de votos, o mandato do vereador Paulo Sérgio Manoel, conhecido como PC do Povo, do município de Serra dos Aimorés, por fraude à cota de gênero nas eleições municipais. De acordo com o Tribunal, ficou comprovado que o Partido Social Democrático (PSD) lançou candidatura feminina fictícia apenas para cumprir formalmente o percentual mínimo de 30% de candidaturas de mulheres exigido pela legislação eleitoral. (Jornal Em Tempo).
https://jornalemtempo.com/tre-mg-cassa-vereador-de-serra-dos-aimores
UFTM anuncia expansão de cursos
A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) deu um passo decisivo para o fortalecimento do ensino superior na região. Em reunião geral realizada com os Grupos de Trabalho (GTs) responsáveis e a gestão, foi definido a implementação de oito novos cursos entre 2026 e 2027. Após consulta aos institutos, ainda em 2023, o Conselho Superior da universidade aprovou uma lista de propostas de cursos enviada ao Ministério da Educação. Os novos cursos contemplarão as unidades de Iturama e Uberaba. A seleção busca atender tanto a demandas históricas quanto a novas tendências do mercado de trabalho. (Jornal de Uberaba).
Emendas têm regras em Ipatinga
A Câmara Municipal de Ipatinga aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei de iniciativa do Poder Executivo, que altera as diretrizes para a execução orçamentária no exercício de 2026. A matéria estabelece novos procedimentos para a apresentação, análise e cumprimento das emendas parlamentares impositivas. O texto ratifica que as emendas individuais correspondem a 2% da Receita Corrente Líquida do exercício anterior, sendo que 50% deste montante deve ser obrigatoriamente destinado a ações e serviços públicos de saúde (Portal Silmara Freitas).
Servidor de Araxá tem aumento de 6%
A Câmara Municipal de Araxá aprovou, nesta quinta-feira (19), o projeto de lei do Executivo que garante o reajuste salarial de 6% para os servidores públicos municipais ativos e inativos. Além da recomposição nos vencimentos, a medida amplia o vale-alimentação, que salta de R$ 770 para R$ 900, beneficiando funcionários efetivos, contratados e comissionados. Os aposentados e pensionistas também foram contemplados com a atualização do auxílio financeiro, que passa de R$ 650 para R$ 710. (Clarim Net).
Piscicultura mineira preparada para a Semana Santa
A Quaresma impulsiona o consumo de pescados no varejo e aquece a cadeia produtiva em todo o País. Em Minas Gerais, que ampliou sua produção em 27% em 2024, o setor chega ao período preparado para atender à demanda da Semana Santa, quando as vendas podem triplicar e o volume comercializado se aproxima do total de um mês inteiro.
Segundo o presidente da associação Peixe MG, Pedro Rivelli, a tilápia lidera o mercado estadual, representando 56,8% do volume de vendas no varejo. Na sequência aparecem camarão (12,5%), salmão (6,1%), merluza (5,4%), polaca (4,9%) e bacalhau (3,3%).
“Embora a tilápia registre forte crescimento na Quaresma, espécies como bacalhau e polaca concentram mais de 50% das vendas anuais nesse período, evidenciando a sazonalidade do consumo”, explica Rivelli.
No caso da tilápia, a produção exige planejamento antecipado.
“Como a espécie apresenta maior dificuldade reprodutiva no inverno, os produtores precisam organizar o alojamento meses antes para garantir oferta suficiente na Quaresma seguinte. Já a produção realizada no verão abastece o mercado no inverno, quando a demanda tende a ser menor”, detalha.
Forte produção
A piscicultura mineira movimenta anualmente mais de R$ 500 milhões e consolida o estado como o terceiro maior produtor de peixes de cultivo do Brasil. Em 2024, foram produzidas 60,55 mil toneladas de pescado, volume que corresponde a 8% da produção continental brasileira.
Na tilápia, principal espécie cultivada no estado, Minas responde por 11,04% da produção nacional e também ocupa a terceira posição no ranking do País.
Para a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, o crescimento é atribuído ao avanço tecnológico e à maior eficiência produtiva.
“O setor vem investindo em manejo adequado, controle sanitário, gestão e profissionalização da atividade. Isso garante produtividade maior, regularidade de oferta e qualidade ao consumidor”, destaca.
O município de Morada Nova de Minas lidera a produção nacional da espécie, com 30 mil toneladas em 2024, crescimento de 50% em relação ao ano anterior. A região do Lago de Três Marias concentra mais de 50% da produção estadual e é considerada a maior área produtora de tilápia do Brasil.
Outros polos estratégicos incluem o Lago de Furnas, o Triângulo Mineiro e a Serra da Mantiqueira, referência na produção de trutas. A atividade envolve cerca de 3,5 mil produtores e gera aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos no estado.
Ovo é alternativa
Além dos pescados, o ovo é alternativa para consumidores que optam por não consumir carne vermelha no período. Minas Gerais produziu 514 milhões de dúzias em 2024 e, de janeiro a setembro de 2025, registrou crescimento de 18,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Com o avanço da produção e do plantel, o estado passou a ocupar a segunda posição no ranking nacional, ultrapassando o Paraná.
“Da semana passada para esta, o aumento nos preços foi de cerca de 3%, e desde o início do mês temos observado reajustes semana a semana. Apesar dessa alta recente, é importante destacar que, no começo do ano, o valor dos ovos caiu bastante. Por isso, mesmo com a tendência de valorização que estamos acompanhando agora, o preço ainda está abaixo do registrado em 2024. O que vemos neste momento é um movimento claro de mercado, indicando recuperação e valorização dos ovos”, conclui Nathália Rabelo.