Tarifa dos EUA pressiona exportações e preocupa a Fiemg

Tarifa dos EUA pressiona exportações e preocupa a Fiemg

Entidade alerta para perda de competitividade, revisão de contratos e impactos sobre empresas que atuam no mercado americano

Mercado de exportação brasileira poderá sofrer com impactos causado pela tarifa de 25% imposta pelos EUA, alerta FIEMG
Fiemg alerta sob impactos da tarifa dos EUA à exportação brasileira (Foto: Pixabay / Reprodução)

 

A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta para a indústria nacional. A medida, anunciada nesta quarta-feira (15), pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras e afetar empresas que disputam espaço com fornecedores de outros países no mercado americano.

A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que considera a nova tarifa um fator de pressão para diversos setores exportadores. Segundo a entidade, os impactos variam conforme os produtos atingidos, a classificação tarifária de cada mercadoria e o tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

Entre as consequências mais imediatas estão a substituição de fornecedores brasileiros, a redução de preços para manutenção de contratos e a diminuição das margens de lucro.  Além da necessidade de renegociar condições comerciais, prazos de entrega e acordos já estabelecidos.

 

 

Para a coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, Verônica Winter, a medida altera significativamente as condições de acesso ao mercado americano e amplia o cenário de incerteza para as empresas exportadoras. 

 

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirma.

 

A Fiemg defende o fortalecimento das negociações entre Brasil e Estados Unidos para buscar alternativas que reduzam os impactos da medida. A entidade também considera essencial definir regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e cronogramas de implementação, de forma a evitar perdas prolongadas de competitividade para a indústria brasileira.