Rede de ensino mineira aposta em disciplina com inteligência artificial para preparação de alunos

Rede de ensino mineira aposta em disciplina com inteligência artificial para preparação de alunos

DiaLab integra tecnologia, ética e autonomia para apoiar na formação de alunos do Ensino Fundamental e Médio em desafios digitais

Estudante no DiaLab em aula sobre inteligência artificial na rede de ensino mineira
Aluno participa da disciplina DiaLab, iniciativa da rede de ensino mineira que une tecnologia, pensamento crítico e aprendizagem baseada em projetos (Foto: Coleguium / Divulgação)

 

A Rede de Ensino Coleguium, em Minas Gerais e no Pará, passou a oferecer, em fevereiro, a nova disciplina DiaLab. A proposta pedagógica é voltada ao desenvolvimento da autonomia, da postura crítica e da responsabilidade dos estudantes em uma sociedade cada vez mais impactada pela tecnologia.

A iniciativa contempla alunos do 6º ao 9º ano com um tempo semanal dedicado à aprendizagem sobre inteligência artificial e letramento digital. Para o Ensino Médio, o DiaLab é oferecido de forma opcional no contraturno escolar, com foco no incentivo a projetos acadêmicos e na construção da trajetória profissional futura.

Segundo a coordenadora do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio, Hellen Brandão, a proposta vai além do aprendizado técnico de ferramentas digitais.

 

“Ao reconhecer a coexistência entre humanos e sistemas artificiais como um dos eixos centrais da atualidade, o programa entende a IA como um meio de ampliar capacidades humanas, sem substituir o pensamento, a autoria ou a responsabilidade”, afirma.

 

A coordenadora ressalta que essa perspectiva orienta toda a estrutura pedagógica da disciplina, organizada a partir de premissas que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem.

 

“As experiências partem do contexto e dos interesses dos alunos e dialogam com suas realidades, curiosidades e referências culturais, o que torna o aprendizado mais significativo e conectado ao mundo contemporâneo”, destaca.

 

 

O DiaLab reúne habilidades consideradas essenciais no processo formativo, como pensamento crítico, autonomia, criatividade responsável, capacidade de investigação, tomada de decisão consciente e reflexão sobre os próprios métodos de aprendizagem.

Para Hellen Brandão, a proposta estimula o protagonismo e amplia a compreensão não apenas do conteúdo trabalhado, mas também das estratégias utilizadas para aprender.

Por meio da metodologia do aprender fazendo e da aprendizagem baseada em projetos, os estudantes experimentam, testam hipóteses, revisam escolhas e analisam resultados, o que os transforma em agentes ativos do próprio desenvolvimento.

A abordagem centrada no humano, aliada à redução de barreiras técnicas, busca favorecer a inclusão e ampliar o acesso ao conhecimento, além de fortalecer o engajamento e o sentido do aprendizado.

O programa adota ainda o princípio do Pedagogy First, no qual a tecnologia não determina o percurso educativo, mas serve a objetivos pedagógicos previamente definidos. Nesse modelo, o professor permanece como mediador do processo formativo, enquanto a inteligência artificial atua como suporte à aprendizagem, ampliando possibilidades de investigação, autoria e construção do conhecimento.

Além do eixo tecnológico, a disciplina incorpora temas contemporâneos como cidadania, segurança digital, ética, empregabilidade e uso consciente da tecnologia.

 

“A proposta contribui para uma aprendizagem mais significativa e conectada à realidade dos estudantes, potencializa o trabalho pedagógico da escola e promove uma formação integral alinhada às demandas do presente e às competências necessárias para o futuro”, conclui a coordenadora.