- Entrevista
- janeiro 25, 2026
- 6 minutos
Entrevista: Referência em comunicação
Executivo aborda as evoluções da área de comunicação, branding e design ao longo de três décadas

A Fosfato Comunicação e Design está há 30 anos no mercado de comunicação e publicidade, reconhecida como uma das agências de Minas Gerais referência em branding, design e comunicação institucional. Com sede em Belo Horizonte e atuação em todo o País, a Fosfato combina estratégia, criatividade e sensibilidade para fortalecer marcas de diversos segmentos.
Em entrevista ao CIDADE CONECTA, Afrânio Silveira, diretor da agência, conta o que superou ao longo desses 30 anos para conquistar seu espaço no mercado publicitário e as transformações que enfrentou até seu trabalho ser reconhecido pela excelência técnica e atendimento humanizado.
Uma empresa com três décadas de mercado precisou se reinventar muitas vezes para conquistar seu lugar no mercado? Sim! E quantas vezes! O processo de reinvenção acelera a cada dia. Sou da última geração que viveu a era analógica na comunicação: para entrar na área do design eram indispensáveis habilidades manuais. Fiz muitos trabalhos ainda no nanquim; depois passamos para o computador, havia necessidade de fotolito e de um acompanhamento de produção muito próximo. As produções de foto e vídeo eram mais lentas e com equipamentos caríssimos. Aos poucos esses custos caíram, os processos mudaram e os impressos foram diminuindo cada vez mais. No início da década de 2010 demos uma grande pivotada e voltamos o olhar para a produção digital. Fomos uma das primeiras empresas a construir narrativas corporativas por meio de apresentações digitais e vídeos objetivos de curta duração. Hoje, com essa bagagem, que contribui muito para a construção dos famosos prompts, contamos com as IAs, poderosas ferramentas para auxiliar os criativos na execução dos trabalhos.
A Fosfato se reconhece como uma agência que combina estratégia, criatividade e atendimento humanizado. Na prática, como isso funciona? Nosso foco principal sempre foi a criatividade e trabalhos voltados ao design. Para ser criativo e atender bem às demandas dos clientes é preciso mergulhar de cabeça em cada projeto, com afinco e dedicação. Aprendi muito com meu amigo Miguel Carneiro, fundador da Cervejaria Wäls: tratar as pessoas com carinho, gentileza, profissionalismo e respeito é a melhor maneira de extrair o melhor de cada um. Isso gera proximidade e prazer em trabalhar, criando um ambiente positivo que resulta em boas entregas. O foco no ser humano é tudo. Para você ter uma ideia, entre 2018 e 2019, bem antes da pandemia, já tínhamos dois profissionais em home office para terem mais qualidade de vida e gastar menos tempo com transporte.
Alguns clientes estão na agência desde a sua fundação, se tornando parceiros em muitas jornadas. A que você atribui essa fidelidade? Atribuo à paixão pelo trabalho que entregamos e à transparência nas relações. É comum recebermos demandas de clientes cujo último trabalho conosco foi há anos; sempre que precisam, sabem que podem contar conosco. Sem falar nos clientes que contam com nosso trabalho diariamente. Outro fator é nossa organização: temos controle rigoroso da gestão dos serviços, backups e localização de arquivos, o que facilita muito a continuidade dos trabalhos.
Para uma agência de publicidade os prêmios são um reconhecimento público de competência e eficiência. Nessas três décadas, quais deles foram mais importantes? Todos os prêmios têm importância. Nunca participamos de concursos diretamente, mas recebemos premiações importantes por meio de clientes que inscreveram nossos trabalhos por conta própria. Só isso já é um grande reconhecimento. Para mim, o maior prêmio que recebemos diariamente é ser escolhido por clientes relevantes; todos os clientes são importantes. Quando uma pessoa ou empresa nos escolhe, isso é uma grande premiação. E quando essa escolha é duradoura, é um verdadeiro Oscar, premia a parceria e reconhece nosso comprometimento em todas as etapas, do briefing, até a entrega de cada job e de cada campanha.
Como manter a sensibilidade na criação a partir do uso da inteligência artificial para otimizar os processos? Ver, ler e estudar muito. Além de conversar com os amigos e passear também. Tudo é importante, viver é importante. É preciso consumir e absorver coisas boas. Lembro-me de um professor da Fuma, o Romeu, que sempre dizia: vá passear, viaje, vá ao shopping, olhe as placas, as propagandas, assista ao cinema. Esse hábito de consumir boas referências é o repertório que precisamos para compreender o que é necessário e o que diferencia cada escolha que fazemos em um projeto. Dessa forma, a IA torna-se mais uma ferramenta que agiliza os trabalhos.
Em 2025, no aniversário de 30 anos da Fosfato, o que a equipe mais tem a comemorar? Este ano certamente é o melhor da nossa história, com maior volume de trabalhos e projetos muito relevantes. O que mais temos a comemorar é o reconhecimento do nosso trabalho pelo mercado. Temos muito a celebrar e a agradecer a Deus por nos permitir construir uma trajetória pautada na ética, criatividade, trabalho e profissionalismo. Se Deus quiser, 2026 será ainda melhor.