Entrevista: Um novo olhar no mercado de coworkings

Entrevista: Um novo olhar no mercado de coworkings

Executivo fala sobre as mudanças nos ambientes corporativos e a importância de oferecer ambientes conectados e sustentáveis

Júlio Granato Crédito Divulgação (1)
Júlio Granato: “Ambientes conectados, bonitos, funcionais e humanos geram pertencimento” (Foto: Grow Workspace/Divulgação)

 

A evolução do mercado de coworkings se consolidou como uma alternativa para uma crescente demanda por ambientes de trabalho dinâmicos, onde eficiência e potencial humano são o foco. Segundo a Associação Nacional de Coworking e Escritórios Virtuais, (Ancev), Belo Horizonte é o terceiro maior mercado de espaços de trabalho compartilhado do país e o Grow Workspace tem se destacado tanto na capital, quanto na Região Metropolitana de BH, colaborando para o crescimento desse segmento.

Com soluções sob medida para empresas que buscam mais do que um endereço comercial, o espaço de trabalho do Grupo Concreto oferece layouts flexíveis, andares completos e salas em diferentes formatos, também voltadas a grandes corporações e multinacionais. Nesta entrevista ao CIDADE CONECTA, o diretor do Grow Workspace,Júlio Granato, fala sobre esse mercado em constante expansão.

 

O que faz do Grow Workspace um espaço único dentro do universo dos coworkings?

Entendo que existem funções em que o trabalho remoto pode ser facilmente gerenciável, entretanto essa não é a realidade para todos os cargos. O mesmo acontece para as organizações, por isso, acho extremamente natural as empresas buscarem um regime híbrido ou até mesmo o retorno ao presencial.  Na minha posição no Grow, vejo o quanto esse processo exige equilíbrio. Ele expõe o quanto a cultura de uma empresa é realmente testada quando o contexto muda. É um processo em que gestão e colaboradores precisam lidar com o desconhecido, onde os “prós e contras” naturalmente divergem. É justamente nesse momento que ambos, liderança e time, precisam fazer o exercício do 5W2H (Why, What, When, Where, Who, How, How Much) aplicado à gestão de pessoas: entender por quê, o quê, quando, onde, quem, como e quando faz sentido mudar. Essa é exatamente a nossa provocação no Grow Workspace. Não somos apenas um coworking. Somos uma empresa que busca entender o contexto dos nossos clientes e traduzir esse momento em soluções físicas que apoiem a cultura, a performance e a próxima fase de cada time. 

Que tendências ou transformações mais impactaram o mercado nos últimos anos com a ascensão de novas formas de trabalho?

Nos últimos anos, tive o privilégio de aprofundar meu entendimento sobre liderança e comportamento humano. Nada supera poder aplicar esse conhecimento no dia a dia  e ver, na prática, como o ambiente transforma relações, cultura e resultados. Estar à frente da operação do Grow me deu essa visão de perto. O escritório deixou de ser apenas um espaço para receber visitas. Hoje, ele é cenário da cultura da empresa — fotografado, compartilhado, postado em redes sociais e usado como expressão viva da marca. E quando observo nossos clientes ocupando o Grow, fica nítido: o espaço influencia o que as pessoas sentem, produzem e compartilham com o mundo. Ambientes conectados, bonitos, funcionais e humanos geram pertencimento — e esse pertencimento aparece em cada story, cada reunião, cada encontro e cada resultado.

O Grow é ideal para quais modelos de empresa?

O Grow Workspace oferece uma estrutura completa para atender empresas de diferentes portes e segmentos. Mais do que um espaço físico, é um ambiente que combina estrutura, estratégia e inspiração para negócios que querem ir além. De startups a grandes corporações, a flexibilidade dos layouts permite que cada escritório se adapte às necessidades de quem busca novas dinâmicas de trabalho. Com layouts flexíveis, andares completos e salas em diferentes formatos, a personalização é conduzida por uma equipe de arquitetos, designers e profissionais de TI, que alinham cada projeto à cultura organizacional de cada cliente.

Quantas unidades e quais os diferenciais?

Com nota máxima no App Woba, o Grow Vila da Serra, em Nova Lima, foi reconhecido entre os 104 melhores espaços compartilhados do Brasil. Próximo dos principais endereços comerciais do bairro, bancos, restaurantes, farmácias e demais serviços, são 5 andares com salas privativas que vão de 2 até 50 pessoas, todas com ar-condicionado individual, mobiliário de alto padrão e uma estrutura completa para atender o seu negócio. O destaque reforça o compromisso do Grupo com projetos sustentáveis que promovem bem-estar e produtividade, conceito que, segundo a Harvard Business Review, pode elevar em até 15% o desempenho dos usuários.

Na Savassi, o Grow ocupa o moderno edifício Statement, com 36 salas personalizáveis, auditório com capacidade para até 100 pessoas, áreas de descompressão, refeitório e café. O projeto, assinado pelo escritório D’Ávila Arquitetura, inclui estúdio para gravação de podcasts e o premiado Elisa Café no lobby. Já o Grow Centro, na Rua da Bahia, combina localização estratégica e infraestrutura completa: lajes de 445 m², auditório para 70 pessoas, phone booths, rooftop com cafeteria e mercado de snacks, além de 14 andares voltados a empresas de grande porte.

Como você enxerga a relação entre cultura organizacional, bem-estar e o papel do ambiente físico de trabalho nas empresas de hoje?

Acredito que o DHO (parte do RH que foca no Desenvolvimento Humano Organizacional) tem compreendido, cada vez mais, que o indivíduo precisa estar bem, mas também conectado ao propósito e aos valores da empresa. O bem-estar isolado deixou de ser suficiente. Hoje, ele precisa estar integrado a uma cultura viva, coerente e capaz de inspirar pertencimento. Ao mesmo tempo, as redes sociais transformaram completamente a forma como nos relacionamos com o trabalho. Cada colaborador se tornou também um comunicador espontâneo da cultura organizacional. O escritório, antes visto apenas como um espaço para reuniões ou recepção de clientes, passou a ser parte da rotina das pessoas e da imagem pública das empresas, presente diariamente nas redes, de forma natural e autêntica. Eu vejo esse futuro como um equilíbrio entre a cultura da empresa, o senso de pertencimento e o ambiente, que passa a conectar e transmitir tudo isso. Mais do que um espaço físico, o ambiente de trabalho se torna uma extensão da identidade corporativa é um reflexo vivo de como as empresas querem ser percebidas e sentidas.