- Esporte
- junho 5, 2026
- 7 minutos
Seleção Brasileira mede forças com o Egito de olho na estreia na Copa do Mundo
Técnico Carlo Ancelotti testa novas peças, mantém confiança em Neymar e prepara equipe para o duelo diante de Marrocos

A contagem regressiva para a Copa do Mundo da Fifa 2026 entra na reta final, e a Seleção Brasileira terá neste sábado (6) um importante teste antes da estreia no torneio. A equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrenta o Egito, às 19h (horário de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland, no estado de Ohio, em amistoso que servirá para os últimos ajustes antes do início da competição.
A abertura do Mundial acontece na próxima quinta-feira (11), às 16h, com o duelo entre México e África do Sul. Rumo ao desafio da conquista do hexacampeonato, o Brasil estreia dois dias depois, em 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Depois da vitória por 6 a 2 sobre o Panamá, Ancelotti deve promover mudanças na formação titular. Marquinhos e Gabriel Magalhães aparecem como novidades no sistema defensivo, enquanto Douglas Santos tende a assumir a lateral esquerda no lugar de Alex Sandro.
No meio-campo e no ataque, Lucas Paquetá e Igor Thiago ganharam espaço após boas atuações no último amistoso e devem iniciar a partida, substituindo Matheus Cunha e Luiz Henrique. Apesar das alterações, a comissão técnica não pretende mudar a estrutura tática da equipe.
A provável escalação brasileira tem Alisson; Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Raphinha, Igor Thiago e Vinicius Júnior.

A principal ausência continua sendo Neymar. O atacante não viajará para Cleveland e segue em tratamento de uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita. Apesar da preocupação, a comissão técnica mantém o otimismo quanto à recuperação do camisa 10 ainda durante a primeira fase da Copa.
“Pensamos que ele pode se recuperar para o primeiro jogo. Se não puder, para o segundo jogo. Não temos nenhuma dúvida de que não vamos trocar ninguém”, afirmou Carlo Ancelotti.
No Grupo C do Mundial, o Brasil enfrentará ainda Haiti e Escócia após o compromisso diante dos marroquinos.
Egito busca quebrar tabu histórico
Do outro lado estará uma seleção que tenta mudar sua história em Copas do Mundo. Embora seja a maior vencedora da Copa Africana de Nações, com sete títulos continentais, a seleção egípcia jamais conquistou uma vitória em Mundiais.
Em sete partidas disputadas ao longo de três participações, o retrospecto registra dois empates e cinco derrotas. A última presença ocorreu na Copa de 2018, na Rússia, quando os egípcios perderam para Uruguai, Rússia e Arábia Saudita, mesmo contando com a estrela Mohamed Salah.
Antes disso, o país disputou os Mundiais de 1934 e 1990. Na primeira participação foi eliminado pela Hungria. Já em 1990 empatou com Holanda e Irlanda, mas acabou derrotado pela Inglaterra.
Apesar do histórico desfavorável, o Egito chega embalado por uma campanha consistente no atual ciclo. Em 52 partidas disputadas, somou 30 vitórias, 16 empates e apenas seis derrotas. No Mundial, os africanos integram o Grupo G e estreiam diante da Bélgica no dia 15 de junho. Depois enfrentam Nova Zelândia e Irã.

Uma seleção que representa todo o Brasil
Além da expectativa esportiva, a equipe de Carlo Ancelotti chama atenção pela diversidade geográfica. Os 26 convocados representam todas as regiões do País.
A Região Sudeste concentra o maior número de atletas, com 14 jogadores. O único mineiro da lista é Danilo, lateral do Flamengo nascido em Bicas, na Zona da Mata, e revelado pelo América Mineiro.
São Paulo lidera a lista de estados representados, com Alex Sandro, Casemiro, Ederson, Fabinho, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Neymar e Gabriel Martinelli. Já o Rio de Janeiro conta com Rayan, Lucas Paquetá, Bruno Guimarães, Vinicius Júnior e Luiz Henrique.
O Nordeste soma cinco representantes: Bremer e Danilo Santos, da Bahia; Douglas Santos e Matheus Cunha, da Paraíba; além do maranhense Wesley.
No Sul, o Rio Grande do Sul contribui com Alisson, Ibañez e Raphinha, enquanto Léo Pereira nasceu no Paraná. O acreano Weverton é o único representante da Região Norte, e Endrick e Igor Thiago completam a lista como atletas nascidos no Distrito Federal.
Galeria – Momentos dos treinos da Seleção Brasileira antes do amistoso:





