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- maio 1, 2026
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Acordo entre Mercosul e União Europeia amplia oportunidades para indústria mineira
Entrada em vigor do tratado deve favorecer exportações com maior valor agregado e ampliar presença de Minas no mercado europeu

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor provisoriamente em 1º de maio de 2026 e abre novas perspectivas para a indústria mineira.
Atualmente, Minas Gerais lidera o superávit comercial brasileiro com o bloco europeu, com saldo de US$ 4 bilhões em 2025. A União Europeia também ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Estado.
Segundo o estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Minas concentrou cerca de 15% das exportações brasileiras destinadas ao bloco no último ano. A expectativa é de que o acordo amplie esse desempenho, com avanço na diversificação da pauta exportadora e maior participação de produtos industrializados.
O tratado prevê redução gradual de tarifas e barreiras comerciais, além de estabelecer regras que facilitam comércio e investimentos. Na prática, cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.
Para Minas Gerais, o cenário favorece produtos com maior valor agregado. Entre os destaques estão café industrializado, alimentos processados, rochas ornamentais beneficiadas, autopeças, partes de motores, silício metálico e químicos inorgânicos. Esses segmentos devem se beneficiar da eliminação ou redução de tarifas.
Cadeias tradicionais da economia mineira, como café verde, celulose e metalurgia, seguem relevantes no comércio com a Europa, embora parte desses produtos já contasse com isenção tarifária antes do acordo.
Desafios e adaptação da indústria mineira
Apesar das oportunidades, a Fiemg alerta para a necessidade de atenção à competitividade da indústria. Setores mais expostos à concorrência internacional e às exigências regulatórias e ambientais da União Europeia devem demandar maior adaptação.
No cenário nacional, o estudo identifica cerca de 11 bilhões de euros em produtos com benefício imediato a partir do acordo, com potencial de expansão do comércio exterior, aumento de produtividade e maior integração às cadeias globais de valor.
A coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Fiemg, a especialista Verônica Winter, avalia que o momento é estratégico, mas exige preparo das empresas.
“Minas Gerais já tem uma relação comercial relevante com a União Europeia, sobretudo em commodities agrícolas, minerais e insumos industriais. A oportunidade agora é de avançar na diversificação das exportações e aumentar a participação de produtos industrializados, garantindo maior valor agregado e competitividade internacional”, afirma.
A Fiemg acompanha o tema e defende políticas públicas voltadas à adaptação da indústria às novas condições de mercado. Entre os pontos de atenção estão as exigências sanitárias e ambientais, regras de origem, capacidade de adaptação das pequenas e médias empresas e impactos sobre setores mais sensíveis à concorrência externa.