- Atualidades
- maio 5, 2026
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Intenção de compra cresce no Dia das Mães em BH
Pesquisa da Fecomércio MG aponta cenário de consumo com maior atenção a valores, promoções e planejamento financeiro na capital mineira

O Dia das Mães promete movimentar o comércio de Belo Horizonte em maio, mas sob um comportamento de consumo mais racional e orientado por preço. A data mantém força no calendário do varejo, porém com consumidores mais atentos às condições de compra.
Segundo o levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, a intenção de presentear segue elevada, ao mesmo tempo em que cresce a busca por economia.
A pesquisa, realizada entre os dias 20 e 27 de abril, com 397 moradores da capital, aponta que 72,5% pretendem presentear na data. O resultado mantém o Dia das Mães entre as principais datas para o varejo mineiro.
Apesar da intenção elevada, o comportamento indica cautela. Quase metade dos entrevistados pretende manter o mesmo nível de gastos de 2025, enquanto 35,8% devem reduzir o valor destinado às compras.
Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, esse movimento já impacta a dinâmica do consumo.
“O consumidor está mais criterioso. Ele quer manter a tradição da data, mas busca equilíbrio no orçamento. Isso faz com que preço e promoção tenham peso decisivo na escolha”, afirma.
A mudança de postura aparece diretamente nos critérios de compra. Entre os entrevistados, 47,1% pesquisam promoções antes de decidir, enquanto 29,6% priorizam preços mais baixos.
Ao mesmo tempo, os principais fatores que desestimulam o consumo permanecem claros. Preços elevados lideram com 45,2%, seguidos por atendimento insatisfatório (26,8%) e lojas cheias (17,2%).
“O cenário reforça a importância de estratégias comerciais mais competitivas. O consumidor está disposto a comprar, mas exige vantagem percebida e uma experiência de compra eficiente”, destaca Gabriela Martins.
Compras de última hora e controle de gastos
O levantamento também aponta uma concentração das compras na reta final. Cerca de 63,9% dos consumidores devem deixar as aquisições para a semana do Dia das Mães, o que tende a intensificar o fluxo no comércio nos dias que antecedem a data.
Entre os itens mais procurados, roupas lideram com 33,7%, seguidas por perfumes (18,5%) e calçados (17,5%). O tíquete médio permanece concentrado entre R$ 100 e R$ 200, indicando maior controle sobre os gastos.
Para a economista, o comportamento reflete um equilíbrio entre emoção e responsabilidade financeira.
“O valor médio indica um consumidor que busca presentes simbólicos, mas sem comprometer o orçamento. É uma compra com apelo emocional, mas guiada por limites financeiros claros”, explica.
Os locais de compra também evidenciam a diversidade do varejo. Lojas de shopping aparecem na liderança, com 32,6% das preferências, seguidas por estabelecimentos de bairro (29,9%) e pelo hipercentro (19,1%).
No pagamento, o Pix surge como principal opção, com 31,3%, seguido pelo cartão de crédito à vista (23,3%), sinalizando uma busca por maior controle financeiro e menor endividamento.
Além do consumo, o levantamento reforça o caráter afetivo da data. A maioria dos entrevistados, 49,1%, pretende comemorar em casa, enquanto 34% devem se reunir com familiares.
Para Gabriela Martins, o cenário de 2026 deve equilibrar consumo e planejamento.
“O consumidor não abre mão de celebrar, mas faz escolhas mais conscientes. Para o comércio, a oportunidade está em alinhar preço, atendimento e conveniência. Quem entender esse movimento tende a sair na frente”, conclui.