Pós-Carnaval mantém economia aquecida e deve movimentar R$ 1,4 bilhão em BH

Pós-Carnaval mantém economia aquecida e deve movimentar R$ 1,4 bilhão em BH

Pesquisas da CDL/BH apontam impacto positivo de blocos prolongados com maior fluxo de consumidores,  fortalecimento do turismo e alta na hotelaria da capital

Multidão durante o Pós Carnaval em Belo Horizonte com blocos de rua e foliões ocupando avenida no Centro da capital
Foliões ocupam avenida no Centro de Belo Horizonte durante programação do Pós Carnaval, que mantém o fluxo econômico na capital (Foto: Dirceu Aurélio/ Agência Minas)

 

Mesmo após o encerramento dos dias oficiais de folia, o Carnaval segue impulsionando a economia de Belo Horizonte até domingo (22). Cerca de 31 blocos devem levar milhares de foliões às ruas no chamado pós-Carnaval, ampliando o período de circulação de consumidores e mantendo a presença de turistas na cidade.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) avaliou que o formato estendido da festa sustenta o dinamismo econômico observado ao longo do feriado. Muitos visitantes optaram por permanecer na capital até o fim de semana para aproveitar a programação adicional, o que reforça a movimentação em diversos setores.

Segundo o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o período festivo mantém o pico de giro financeiro na cidade, ampliando o fluxo nas áreas comerciais.

 

“Com um público de 6,5 milhões de pessoas nas ruas durante todos os dias de Carnaval, a nossa expectativa é que a movimentação na economia com a festa chegue a R$ 1,4 bilhão”, disse.

 

Levantamentos realizados pela entidade indicam que a festa já se consolidou como um dos principais motores econômicos da capital. Pesquisa com empresários dos segmentos de comércio, serviços e turismo mostrou que 98,9% avaliam o Carnaval como positivo para os negócios, enquanto 95,59% demonstram otimismo quanto aos impactos da festividade neste ano.

 

 

O comportamento do consumidor ajuda a explicar esse cenário. De acordo com a pesquisa da CDL/BH, foliões pretendiam investir entre R$ 100 e R$ 150 em fantasias e acessórios, além de gastar cerca de R$ 70 por dia com bebidas. A expectativa do setor é que o desembolso médio diário por pessoa alcance R$ 109,96 em itens como alimentação, bebidas, vestuário e complementos.

 

Hotelaria registra alta histórica e reforça permanência de turistas no pós-Carnaval

A presença de visitantes tem papel decisivo nesse desempenho. A permanência prolongada na capital impulsiona bares, restaurantes, lojas e serviços ligados ao lazer. No início do ano, o Governo de Minas lançou a campanha “Fica mais um cadin! Em Minas, a folia não tem pressa”, incentivando turistas e mineiros a ampliarem a experiência carnavalesca por diferentes regiões.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG) apontam que a taxa de ocupação na capital alcançou 83,5%, superando os 76% registrados em 2025. A regional Centro-Sul operou próxima da capacidade total. Pampulha, Norte e Belvedere também apresentaram forte demanda, enquanto hotéis da Região Metropolitana registraram cerca de 75% de ocupação.

Para o presidente da CDL/BH, o evento deixou de ser concentrado em poucos dias e passou a representar uma temporada estratégica para Belo Horizonte, ampliando a visibilidade do destino e seus efeitos econômicos.

 

“Atualmente, o Carnaval de Belo Horizonte se transformou em uma temporada que atrai turistas de todo o país e mantém o consumo aquecido por mais tempo. Isso amplia os impactos positivos para toda a economia local. E mesmo depois de encerrar a festa, a economia tende a se manter aquecida, com empresários reinvestindo em seus negócios o resultado das vendas durante a folia. E consequentemente gerando emprego e renda”, completou.