Belo Horizonte libera motofaixas após aval da Senatran

Belo Horizonte libera motofaixas após aval da Senatran

Projeto piloto tem oito quilômetros na Via Expressa, ao longo das avenidas Teresa Cristina e Juscelino Kubitschek, e promete mais segurança para motociclistas 

Belo Horizonte avança na mobilidade e libera motofaixas após aval da Senatran
As motofaixas já estão em operação em São Paulo e em breve também vão ser adotadas em BH (Foto: PSP / Divulgação)

 

Belo Horizonte recebeu autorização federal para implantar as chamadas motofaixas, corredores exclusivos para motocicletas que já vêm sendo testados em outras cidades brasileiras, entre elas São Paulo e Porto Alegre.

O aval foi concedido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), vinculada ao Ministério dos Transportes, após solicitação feita há cerca de um ano pela Superintendência de Mobilidade Urbana (Sumob) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). Também houve envolvimento de vereadores da Câmara Municipal no processo.

A liberação abre caminho para a implementação do projeto piloto na cidade. A primeira etapa prevê cerca de oito quilômetros de faixa azul na Via Expressa, ao longo das avenidas Teresa Cristina e Juscelino Kubitschek. O objetivo é criar um espaço prioritário para motociclistas, aumentando a visibilidade, organizando o fluxo e reduzindo o risco de acidentes.

Em suas redes sociais, o prefeito Álvaro Damião comemorou a aprovação.

 

“Porque Belo Horizonte vai ter também a sua faixa azul para os motociclistas. Isso mesmo. A partir de agora, nós poderemos implantar a nossa”, exaltou.

 

Segundo ele, depois de um ano de trabalha em conjunto com o Ministério do Transporte, a PBH anuncia que a faixa azul vai poder dar mais tranquilidade e segurança àqueles que utilizam motocicleta em Belo Horizonte do Brasil.

 

“Eu queria agradecer em nome daqueles que utilizam as ruas da cidade de Belo Horizonte com suas voltas. E são muitos os motociclistas, o número aumentou demais, porque hoje muitas dessas pessoas utilizam para o trabalho, e a gente sabe da realidade do país hoje. Então, quando a gente faz uma ação como essa, em parceria com o Ministério do Transporte, é mostrar claramente para as pessoas da cidade que a gente está preocupado com a vida delas”, declarou.

 

Segurança e organização no trânsito de Belo Horizonte

As motofaixas funcionam como corredores preferenciais — e, em geral, de uso opcional — destinados a ampliar a segurança dos condutores de motos. A iniciativa segue diretrizes nacionais coordenadas pela Senatran e se inspira em experiências positivas já registradas em outras cidades.

Além de Belo Horizonte, a capital gaúcha também iniciou projeto semelhante, com um trecho experimental de quatro quilômetros na Avenida Assis Brasil, o que reforça a tendência de adoção da medida em grandes centros urbanos.

 

 

A implantação das motofaixas em BH conta com atuação da CDL/BH, que defende a proposta desde 2016. A entidade também teve papel decisivo na viabilização financeira do projeto, ao garantir a destinação de R$ 400 mil por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA 2026), valor já aprovado e disponível para a fase inicial.

Em março deste ano, a entidade reforçou a demanda junto à Senatran, ao destacar a importância da medida para a segurança de motociclistas e motofretistas, profissionais essenciais para o funcionamento do comércio e dos serviços na cidade.

Para o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, a iniciativa representa um avanço relevante.

 

“A implantação das motofaixas é uma medida já aplicada em outras cidades, com potencial para reduzir acidentes, aumentar a segurança e melhorar a circulação urbana. É um ganho para toda a cidade”, afirma.

 

Para ele, o projeto também tem impacto direto na economia urbana. Com o crescimento das entregas rápidas, motociclistas e motofretistas se tornaram peças-chave na logística das cidades.

 

“Esses profissionais são essenciais para a logística urbana. Garantir melhores condições de circulação significa proteger vidas e também fortalecer a atividade econômica”, destaca Souza e Silva.

 

Com a autorização federal, a expectativa agora é que a Prefeitura de Belo Horizonte defina os corredores prioritários e inicie a implantação da fase piloto. A medida também se soma a outras iniciativas de conscientização, como a campanha “Ande Seguro”, promovida pela CDL/BH há mais de uma década e que já atendeu mais de 10 mil motociclistas com ações educativas e orientações de segurança.