Cleitinho lidera corrida pelo governo de Minas em todos os cenários

Cleitinho lidera corrida pelo governo de Minas em todos os cenários

Alexandre Kalil e Rodrigo Pacheco aparecem na sequência em pesquisa da Quaest, que aponta cenário fragmentado e alto índice de indecisos

Cleitinho lidera corrida pelo governo de Minas em todos os cenários
Cleitinho, Rodrigo Pacheco, Alexandre Kalil e Mateus Simões: pesquisa Quaest mostra senador na frente em todos os cenários (Fotos: Agência Senado / Arquivo Pessoal AK / Agência Minas)

 

A corrida pelo governo de Minas Gerais em 2026 começa com um nome à frente — e com folga. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (28) pela Quaest indica que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todos os cenários testados para o primeiro turno e também aparece em vantagem nas simulações de segundo turno.

De acordo com o levantamento, Cleitinho registra entre 30% e 37% das intenções de voto, conforme a configuração de candidatos. Em todos os cenários em que aparece, o parlamentar ocupa a primeira posição, consolidando-se como principal nome na largada da disputa.

Na sequência, a disputa pelo segundo lugar varia conforme os cenários. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aparece com índices entre 14% e 18%, enquanto o senador Rodrigo Pacheco (PSB) oscila entre 8% e 12%. Já o atual governador Mateus Simões (PSD) registra entre 3% e 5% das intenções de voto.

Cenários variados e eleitor indeciso

A pesquisa simulou quatro cenários distintos de primeiro turno, com listas que variam entre oito e dez pré-candidatos. Os dados revelam um quadro ainda pulverizado, com presença significativa de indecisos — que chegam a 19% em alguns cenários — além de um percentual elevado de eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou não participar.

Em um dos cenários mais amplos, com dez nomes, Cleitinho soma 30%, seguido por Kalil (14%) e Pacheco (8%). Já em simulações sem a presença de alguns concorrentes, o senador amplia sua vantagem e chega a 37%.

Quando Cleitinho não é incluído, o cenário muda: Kalil lidera com 18%, seguido por Pacheco (12%), o que indica uma disputa aberta na ausência do atual favorito.

Vantagem de Cleitinho também no segundo turno

A liderança de Cleitinho se mantém nas projeções de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Kalil, o senador aparece com 48% das intenções de voto, contra 26% do ex-prefeito. Já em um confronto com Pacheco, os números são de 43% a 23%.

Outros cenários também apontam vantagem confortável do candidato do Republicanos frente a adversários como Mateus Simões e Flávio Roscoe.

Sem a presença de Cleitinho, as simulações mostram cenários mais equilibrados, mas ainda com altos índices de indecisão e votos brancos ou nulos, o que evidencia um eleitorado ainda em formação.

Rejeição e desafios

O levantamento também mediu a rejeição dos pré-candidatos. Alexandre Kalil aparece com o maior índice (36%), seguido por Rodrigo Pacheco (28%). Cleitinho Azevedo e Mateus Simões têm rejeição de 20%, enquanto outros nomes apresentam índices menores.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 1.482 eleitores em Minas Gerais entre os dias 22 e 26 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os dados revelam um cenário ainda inicial, mas com uma liderança clara neste momento. Ao mesmo tempo, a presença significativa de indecisos e a variação entre os cenários indicam que a disputa pelo governo de Minas ainda está em construção — e deve ganhar novos contornos à medida que as candidaturas se consolidarem.

Primeiro Turno

Cenário 1, com 10 pré-candidatos:

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 30%
  • Alexandre Kalil (PDT): 14%
  • Rodrigo Pacheco (PSB): 8%
  • Ben Mendes (Missão): 4%
  • Mateus Simões (PSD): 4%
  • Maria da Consolação (PSOL): 3%
  • Flávio Roscoe (PL): 2%
  • Gabriel Azevedo (MDB): 2%
  • Rafael Duda (PSTU): 0%
  • Túlio Lopes (PCB): 0%
  • Indecisos: 13%
  • Banco/Nulo/Não vai votar: 20%

Cenário 2, com 8 pré-candidatos:

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 35%
  • Rodrigo Pacheco (PSB): 11%
  • Mateus Simões (PSD): 5%
  • Ben Mendes (Missão): 4%
  • Maria da Consolação (PSOL): 4%
  • Gabriel Azevedo (MDB): 3%
  • Rafael Duda (PSTU): 0%
  • Túlio Lopes (PCB): 0%
  • Indecisos: 14%
  • Banco/Nulo/Não vai votar: 24%

Cenário 3, com 8 pré-candidatos

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 37%
  • Alexandre Kalil (PDT): 16%
  • Maria da Consolação (PSOL): 4%
  • Ben Mendes (Missão): 3%
  • Gabriel Azevedo (MDB): 3%
  • Mateus Simões (PSD): 3%
  • Rafael Duda (PSTU): 0%
  • Túlio Lopes (PCB): 0%
  • Indecisos: 14%
  • Banco/Nulo/Não vai votar: 20%

Cenário 4, com 8 pré-candidatos

  • Alexandre Kalil (PDT): 18%
  • Rodrigo Pacheco (PSB): 12%
  • Ben Mendes (Missão): 6%
  • Mateus Simões (PSD): 5%
  • Gabriel Azevedo (MDB): 4%
  • Maria da Consolação (PSOL): 4%
  • Rafael Duda (PSTU): 0%
  • Túlio Lopes (PCB): 0%
  • Indecisos: 19%
  • Banco/Nulo/Não vai votar: 32%

Segundo turno

Cenário 1

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 48%
  • Alexandre Kalil (PDT): 26%
  • Indecisos: 8%
  • Branco/nulo/não vai votar: 18%

Cenário 2

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 43%
  • Rodrigo Pacheco (PSB): 23%
  • Indecisos: 10%
  • Branco/nulo/não vai votar: 24%

Cenário 3

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 46%
  • Mateus Simões (PSD): 13%
  • Indecisos: 11%
  • Branco/nulo/não vai votar: 30%

Cenário 4

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 45%
  • Flávio Roscoe (PL): 13%
  • Indecisos: 11%
  • Branco/nulo/não vai votar: 31%

Cenário 5

  • Rodrigo Pacheco: 30%
  • Mateus Simões (PSD): 17%
  • Indecisos: 14%
  • Branco/nulo/não vai votar: 39%

Cenário 6

  • Mateus Simões (PSD): 28%
  • Alexandre Kalil (PDT): 18%
  • Indecisos: 17%
  • Branco/nulo/não vai votar: 37%

 

Índices de rejeição

  • Alexandre Kalil (PDT): 36%
  • Rodrigo Pacheco (PSB): 28%
  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): 20%
  • Mateus Simões (PSD): 20%
  • Gabriel Azevedo (MDB): 15%
  • Ben Mendes (Missão): 12%
  • Flávio Roscoe (PL): 9%
  • Maria da Consolação (PSOL): 8%

Fonte: Quaest