- Atualidades
- julho 28, 2025
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Congresso ratifica compromisso com a proteção do patrimônio natural brasileiro
Carta-manifesto assinada por especialistas, gestores, ativistas e até Ministério Público contra aprovação de lei ambiental é divulgada durante evento em BH

A leitura da Carta de Belo Horizonte pelo Patrimônio Natural marcou o encerramento do sétimo Congresso Brasileiro de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) realizado nesta semana em BH pela Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural e da Biodiversitas.
Cerca de 600 pessoas de maneira presencial participaram do evento e outras 900 de forma on-line. O conteúdo do documento será divulgado em breve e enviado a autoridades.
“Todo congresso, desde a primeira edição, temos um manifesto final, além de um relatório com todos os resultados. O objetivo é que possamos deixar uma marca, uma mensagem que queremos comunicar ao Governo, às empresas, parceiros e a sociedade de maneira geral”, explica o diretor de paisagens sustentáveis da Conservação Internacional, Beto Mesquita.
Na carta-manifesto, os organizadores do congresso ratificam o compromisso com a proteção do patrimônio natural brasileiro e manifestam repudio e indignação com a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei 2159 de 2021.
“Existem hoje 1902 RPPNs distribuídas por todas as Unidades da Federação que asseguram a proteção de mais de 837 mil hectares. As RPPNs ainda não contam com o devido reconhecimento e menos ainda com o necessário apoio para sua proteção, gestão e sustentabilidade. O compromisso que temos é com a conservação da biodiversidade, conectividade da paisagem por meio de corredores ecológicos, segurança hídrica e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”, diz o texto.
O documento apresenta questões críticas para o futuro das reservas e manifesta indignação com a aprovação da lei que afetará diretamente as RPPNs e maior ameaça ao patrimônio natural brasileiro.
“Queremos, por meio da carta, trazer soluções, iniciativas, recursos e investimentos para que a gente possa fortalecer e, a cada dia mais, ganhar escala na agenda ambiental. RPPN é uma solução ambiental e social para garantir e assegurar nosso futuro; talvez uma das únicas viáveis para que a gente possa promover a conservação ambiental em larga escala. Estar aqui é uma grande injeção de ânimo”, destaca o superintendente da Funatura, Pedro Bruzzi.
Crise climática é tema do congresso
O congresso teve como tema “As RPPNs no contexto da crise climática e da perda de biodiversidade”. Estiveram reunidos especialistas, gestores e ativistas, representantes de organizações não governamentais, agências governamentais e Ministério Público, ao fomentar um diálogo aberto e construtivo sobre os desafios e as oportunidades que as RPPNs oferecem.
Tudo isso para impulsionar o debate sobre as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) e sua importância para a conservação ambiental e a biodiversidade, especialmente no contexto da COP2030.
“Discutir conservação é muito importante e maduro. Esperamos celebrar tudo que semeamos hoje e ter ainda mais RPPNs, principalmente, em função dos apoios que estão chegando”, ressalta o superintendente da Fundação Biodiversitas, uma das organizadoras do evento, Jorge Velloso.