- Cultura
- julho 31, 2025
- 3 minutos
Perfil: Cris Carneiro Geo apresenta sua primeira exposição no Museu Inimá de Paula
Artista reúne convidados para coquetel de abertura um dia antes do início de sua mostra que mistura ciência e poesia

A capital mineira recebe, a partir do dia 7 de agosto, a exposição Cris Carneiro, a primeira da jornalista e comunicadora, no Museu Inimá de Paula. A obra da artista plástica caminha pela fronteira entre ciência e poesia, nascendo uma arte que pulsa como coração e vibra como pensamento. Cris Carneiro é uma artista contemporânea que estreia sua primeira exposição mergulhando em um universo de cores, camadas e sentidos.
Cris Carneiro cresceu entre o desenvolvimento de tecnologias e cavaletes, sendo filha de um cientista nuclear e de uma artista plástica. Assim aprendeu entre esses dois universos, absorvendo o rigor da pesquisa e a liberdade do gesto criativo. A sua arte é fruto desse encontro improvável. As obras desta primeira mostra são mais do que telas: são portais. Cada pincelada, cada textura, carrega um código, uma mensagem, uma tentativa visceral de traduzir o invisível. Pintar, para Cris, nunca foi apenas estética: é comunicação em estado bruto. Sua produção surge como uma extensão do corpo e da mente, como uma carta aberta ao mundo.
Durante a faculdade de Design de Ambientes na UEMG, a artista descobriu que o caminho da pintura não era apenas um desvio, mas um chamado. Mais tarde, ao adentrar o universo do jornalismo e da comunicação, sua arte encontrou ainda mais força: as palavras se transformaram em cor, e as ideias, em composição.
Nesta exposição inaugural, que fica em cartaz de 7 de agosto a 27 de setembro, os visitantes encontrarão obras que transitam entre o abstrato e o simbólico, onde cada quadro é uma paisagem emocional, um gesto de escuta, um convite ao diálogo sensível. São trabalhos que falam sobre o tempo, a memória, os silêncios e as intensidades que não cabem na linguagem verbal. Cris Carneiro estreia nos espaços expositivos com a força de quem não apenas pinta, mas traduz. Com um olhar que investiga e um coração que sente, ela transforma a tela em território de encontro — entre o dentro e o fora, o visível e o oculto, o eu e o outro.