• junho 13, 2024
  • 9 minutos

Filarmônica e Grupo Corpo apresentam “Estância”

Filarmônica e Grupo Corpo apresentam “Estância”

De 4 a 6 de julho, a Filarmônica de Minas Gerais e o Grupo Corpo sobem ao palco novamente para apresentar o balé Estância; ingressos começam a ser vendidos a partir de hoje (13)

 

FilarmOnicaCorpo
Grupo Corpo e a Filarmônica de Minas Gerais apresentam o balé “Estância” de 4 a 6 de julho (Foto: Divulgação/Grupo Corpo)

 

 

A capital mineira recebe de 4 a 6 de julho, a Filarmônica de Minas Gerais e o Grupo Corpo, na Sala Minas Gerais, para a apresentação do balé “Estância”, do compositor argentino Alberto Ginastera, cuja estreia no Brasil aconteceu em agosto de 2023, com as duas companhias mineiras, na celebração dos 15 anos da Filarmônica.

 

 

 

Leia mais:

Fique por dentro: Você sabe o que é dropshipping?

 

 

Sob a batuta do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, o espetáculo tem coreografia de Rodrigo Pederneiras e direção artística de Paulo Pederneiras, com solo do barítono Vinicius Atique. O balé foi uma encomenda da Filarmônica de Los Angeles ao Grupo Corpo, que o estreou em julho de 2023, no Hollywood Bowl, Estados Unidos, com a regência do maestro Gustavo Dudamel.

 

No mês passado, o espetáculo foi apresentado em São Paulo, com a Osesp, e agora retorna ao palco da Sala Minas Gerais com a Filarmônica de Minas Gerais. Além da estreia de Estância em 2023, a Filarmônica e o Grupo Corpo já estiveram juntos na gravação da trilha do balé Dança Sinfônica, criada por Marco Antônio Guimarães para as comemorações dos 40 anos do grupo, em 2015. A obra Dança Sinfônica, que integra o álbum gravado com a Orquestra, está no programa. A novidade para 2024 é a obra Danzón nº 2, de Arturo Márquez, que será executada somente pela Orquestra.

 

 

“A união de duas das mais relevantes instituições culturais do Brasil produziu uma resposta incrível no ano passado. Tal sucesso nos fez pensar em abrir nossas agendas para, mais uma vez, oferecer ao público mineiro a oportunidade de ver o Grupo Corpo e a Filarmônica trabalhando juntos. Será um grande prazer receber na Sala Minas Gerais este maravilhoso grupo de dança, num repertório que mostra toda a potencialidade, técnica e artística, de maneira inigualável”, diz o maestro Fabio Mechetti.

 

 

“Fizemos, no ano passado, a estreia brasileira de Estância com a Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Fábio Mechetti. Estar mais uma vez na Sala Minas Gerais, uma das melhores salas de concerto da América Latina, ao lado desta orquestra excepcional, é uma grande alegria”, ressalta Paulo Pederneiras, diretor artístico do Grupo Corpo.

 

Rodrigo Pederneiras, que morou na Argentina em sua juventude, tem grande proximidade com a música de Ginastera. “É uma peça muito conhecida, principalmente na Argentina. Sempre gostei muito dela”. Como acontece em todas as criações, ele é guiado pela música. “Embora a peça seja narrativa, o balé não segue a linha figurativa. Temos toda a companhia dançando, com cenas de tutti, e, também, solos, pas-de-deux e grupos menores”, conta o coreógrafo. O lirismo e os sons da terra e da natureza, encerrando com o malambo, vigorosa dança típica dos pampas, marcam as quatro cenas do balé.

 

Memória do Grupo Corpo

 

Dança Sinfônica estreou na temporada de 2015, a que comemorou a passagem dos 40 anos de existência do Grupo Corpo, quando o diretor artístico Paulo Pederneiras propôs uma celebração da memória da companhia. A encomenda da trilha foi feita a Marco Antônio Guimarães – cinco vezes colaborador do Corpo na criação de balés históricos como 21 e Bach –, e o resultado pinçava e trançava trechos memoráveis de trabalhos anteriores. Sobre essa teia, Rodrigo Pederneiras recombinou e recriou seu singular vocabulário coreográfico aclamado mundo afora.

 

A música foi gravada, com suntuosa roupagem sinfônica, pela Filarmônica de Minas Gerais, com regência de Fabio Mechetti, e participação do Uakti; citações, combinações e transmutações das trilhas que fizeram a história do Grupo Corpo são traduzidas em cena nos gestos – frequentemente reconhecíveis e ao mesmo tempo renovados ­ – dos bailarinos, com os rapazes vestidos de preto e as moças, de collants vermelho-vinho e rosa pálido.

 

A memória entrelaçada ganhou uma alta voltagem emocional e inclui o extenso e primoroso pas-de-deux em espiral, reputado por seu criador entre os melhores a que deu vida até hoje. Neste segundo encontro do Grupo Corpo com a Filarmônica de Minas Gerais, sete trechos de Dança Sinfônica serão apresentados na Sala Minas Gerais.

 

Dánzon 2 de Arturo Márquez

 

Na década de 1990, Arturo Márquez embarca em uma viagem à cidade mexicana de Veracruz acompanhado pelo pintor Andrés Fonseca e pela dançarina Irene Martínez. Os amigos, dois apaixonados por girar pelos salões, introduzem Márquez à música de baile, principalmente ao danzón – o ritmo tem seu berço em Cuba, mas é parte importante do folclore de Veracruz.

 

De lá pra cá, o compositor escreveu oito danzones, tendo o segundo deles se tornado um clássico moderno da música orquestral latino-americana.

 

Estância de Alberto Ginastera

 

Pela primeira vez em sua história, o Grupo Corpo atendeu a uma encomenda, que veio da Los Angeles Philharmonic, através de seu regente titular e diretor artístico, Gustavo Dudamel. Em 18 de julho de 2023, a companhia estreou a coreografia de Rodrigo Pederneiras para Estância, de Alberto Ginastera (1916-1983), no Hollywood Bowl, dançando pela primeira vez com orquestra ao vivo e no palco. A première brasileira foi com a Filarmônica de Minas Gerais sob a batuta de Fabio Mechetti.

 

Guiado, como sempre, pela música, Rodrigo Pederneiras engendrou uma coreografia que alterna conjuntos, grupos menores e pas-de-deux, transformando em desafio bem-sucedido a limitação de espaço no palco pela presença da orquestra. Os figurinos evocam as cores da terra e as formas emblemáticas da cultura dos Pampas, como os ponchos.

 

O argentino Alberto Ginastera compôs a música para balé Estância em 1941, a pedido de Lincoln Kirstein para seu Ballet Caravan – mas a companhia se dissolveu antes da montagem do espetáculo. Argumento, cenas e a textura da obra derivam do poema Martin Fierro, de José Hernandez, escrito em 1870 no embalo do nacionalismo encarnado na figura do “gaúcho” e em repúdio à degradação da vida rural provocada pelas mudanças políticas.

 

O poema aborda com ênfase a luta pela manutenção da cultura gaúcha, usando um estilo ao mesmo tempo bem-humorado e combativo. A coreografia de Pederneiras faz referências pontuais aos bailados da região, mas passa longe do figurativo e do narrativo que inspirou a história, a de um rapaz que se prova merecedor do afeto da jovem camponesa – e o empenho do moço para provar suas habilidades como cavaleiro e dançarino.

 

O enredo original do balé já não segue o poema de Fierro, mas segue a vida do gaúcho ao longo de um único dia. Para Ginastera, esse arco – as 24 horas –, com suas transformações sociais e naturais, como que une homem e paisagem; a atmosfera transita entre alegria e melancolia, tranquilidade e euforia.

 

 

 

Onde ir:

 

Filarmônica e Grupo Corpo em concerto

De 4 a 6 de julho – quinta a sábado, às 20h30

Sala Minas Gerais-Belo Horizonte 

Plateia central, Balcão Principal, Balcões laterais e Mezanino: R$ 280 (inteira) e R$ 140 (meia)

Terraço: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)

Balcão Palco e Coro: R$ 39,60 (inteira)

 

Ingressos à venda no site da Filarmônica: AQUI

 

 

 

 

 

Leia mais:

Modernos Eternos BH 2024 inaugura ambiente infantil