- Atualidades
- março 3, 2026
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Isolamento térmico criado em Minas ganha espaço no mercado
Tecnologia atende a normas de segurança internacionais e promete bloquear até 97% do calor em meio a ondas recordes

Quando o termômetro ultrapassa os 40 °C e a sensação térmica beira os 50 °C, a arquitetura deixa de ser apenas estética — torna-se questão de saúde pública. Capitais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte já enfrentaram essas temperaturas acima de média histórica. Em meio a verões cada vez mais extremos, uma tecnologia de isolamento térmico desenvolvida em Minas Gerais promete transformar telhados e paredes em barreiras contra o calor excessivo.
Diante desse contexto, soluções tecnológicas nacionais ganham relevância. O sistema de isolamento térmico 3TC surge como alternativa para reduzir o calor em ambientes industriais, comerciais e residenciais. Composto por multicamadas de películas de alta refletividade e núcleo de poliestireno expandido, o material promove quebra térmica e bloqueia até 97% da radiação solar em coberturas e paredes.
Inspirado em materiais utilizados em trajes espaciais, o produto foi desenvolvido para atender às condições climáticas e econômicas brasileiras. O nome faz referência ao controle simultâneo dos três tipos de transferência de calor — radiação, convecção e condução. A combinação de poliestireno expandido com películas refletivas reduz a troca de calor e umidade, o que aumenta o conforto térmico e diminuindo o esforço dos sistemas de climatização.
O produto atende às normas nacionais e internacionais de segurança contra incêndio e possui certificação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado à Universidade de São Paulo (USP), como material que não propaga fogo.
Segundo o engenheiro e CEO do Grupo 3TC, Ricardo Valentini, a proposta vai além da eficiência técnica.
“Nosso objetivo é preparar as edificações brasileiras para os desafios climáticos, gerando ganhos econômicos e ambientais concretos”, afirma.
Cada metro quadrado instalado evita a emissão de aproximadamente 1,2 tonelada de CO₂ por ano, o equivalente ao plantio de cerca de 40 árvores maduras. O isolamento pode reduzir em até 35% o consumo de energia elétrica em sistemas de climatização, ao economizar aproximadamente 12 mil kWh por instalação média.
Totalmente reciclável, o material contribui para metas de neutralidade de carbono e integra estratégias ESG, especialmente em empreendimentos que buscam certificações ambientais como Leed e Aqua-HQE.