Jovens assumem papel de líderes em simulação acadêmica no Santo Agostinho

Jovens assumem papel de líderes em simulação acadêmica no Santo Agostinho

Estudantes de cinco unidades da rede propõem soluções para crises globais em evento que une debate e protagonismo juvenil

Jovens estudantes do Colégio Santo Agostinho participam Simulação Institucional Agostiniana Integrada (2)
Cerca de 150 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, de cinco unidades da rede participaram da Simulação Institucional Agostiniana Integrada (Foto: CSA/Divulgação)

 

De que forma adolescentes podem ajudar a repensar os grandes dilemas da atualidade? A resposta veio no último sábado, 20 de setembro, quando 150 jovens estudantes se reuniram no Colégio Santo Agostinho, unidade Contagem, para dar voz às suas ideias sobre crises que afetam todo o planeta.

Foi durante a segunda edição da Simulação Institucional Agostiniana Integrada (SIAI), atividade que estimulou jovens do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, de cinco unidades da rede, a discutir saúde mental, mudanças climáticas e políticas sobre drogas.

Divididos em três comitês – COP30, Congresso Nacional e Organização Mundial da Saúde –, os alunos transformaram conhecimento em propostas concretas, com resoluções que apontam caminhos para a sociedade.

Para o professor Márcio Rocha, integrante da comissão organizadora, o nível de engajamento surpreendeu.

“A autonomia, a qualidade das argumentações e a capacidade de transformar debate em solução mostraram que os jovens estão preparados para enfrentar questões complexas com responsabilidade”, avaliou.

No comitê COP30, os estudantes elaboraram um plano global para preservação da Amazônia, com foco em transição energética e inclusão das comunidades locais nas decisões ambientais.

Já no Congresso Nacional, o grupo defendeu uma mudança na política antidrogas: em vez da lógica punitiva, propuseram investimentos em clínicas de reabilitação, campanhas educativas e apoio às famílias.

No espaço da OMS, o tema central foi a saúde mental. Entre as propostas, destacaram-se a capacitação de profissionais da atenção primária, o combate ao estigma e a criação de um programa internacional de diálogo em escolas e ambientes de trabalho.

Mais do que um exercício acadêmico, a SIAI se consolidou como espaço de protagonismo juvenil. Ao transformar debate em ação, os estudantes mostraram maturidade para contribuir com soluções inovadoras.

 

 

“O fato de os alunos construírem as próprias resoluções demonstra que compreenderam a complexidade dos temas e assumiram a responsabilidade de buscar alternativas”, destacou Márcio Rocha.

O evento também marcou a celebração do papel da educação como ferramenta de transformação. Em sua segunda edição, a SIAI reforçou a importância de dar espaço para que jovens sejam agentes ativos de mudança, ao promover diálogo, pensamento crítico e compromisso social.