Tecnologia finlandesa ajuda a recuperar o Rio Paraopeba

Tecnologia finlandesa ajuda a recuperar o Rio Paraopeba

Projeto de desassoreamento da Construtora Vale Verde alia inovação e responsabilidade ambiental em uma das obras fluviais mais complexas do Brasil

Tecnologia finlandesa é usada pela Construtora Vale Verde
Hugo Soares: projeto representa um marco nacional na recuperação de corpos hídricos (Foto: Carol Veloso/Logic Media)

 

O Rio Paraopeba, em Brumadinho (MG), está no centro de uma das obras de engenharia fluvial mais complexas do País e uma construtora mineira foi destacada para inovar em tecnologia e conduzir o desassoreamento do curso d’água e fazer a intervenção que busca devolver ao rio suas condições naturais por meio da retirada de sedimentos acumulados ao longo dos anos.

A grandiosidade do projeto está na soma de desafios técnicos, ambientais e logísticos. O trabalho enfrenta condições adversas, como trechos de leito rochoso, margens frágeis, profundidade irregular e pontos de difícil navegação. Além disso, o acesso restrito e a necessidade de operações de precisão ampliam a complexidade da execução.

Para o CEO da construtora Vale Verde, Hugo Soares, a obra transcende o campo da engenharia. Para ele, mais do que uma operação técnica, este projeto representa um marco nacional na recuperação de corpos hídricos.

“Ele refirma o nosso posicionamento como referência em obras de alta complexidade, com soluções customizadas, tecnologia de ponta e foco em sustentabilidade”, afirma.

Um dos destaques da operação é a utilização inédita no Brasil da draga anfíbia Watermaster Classe V, fabricada na Finlândia. O equipamento tem capacidade para atuar em áreas rasas, margens instáveis e regiões de acesso restrito, ao garantir eficiência em cenários onde métodos convencionais não seriam viáveis.

 

 

A empresa mineira também projetou balsas modulares para escavadeiras hidráulicas de até 20 toneladas e utiliza a tecnologia de batelões próprios no transporte do material dragado, além de embarcações auxiliares, como rebocadores e workboats. Em pontos em que a dragagem submersa oferece melhores resultados, entra em cena a draga IHC B45, equipada com um sistema de sucção hidráulica de alto desempenho.

Outro desafio central é a destinação do material retirado. Em muitos casos, os locais de descarte e deságue ficam a quilômetros de distância da frente de trabalho, o que exige uma logística integrada entre transporte fluvial e terrestre. Essa combinação garante agilidade, precisão e segurança em todo o processo.

O avanço da obra é acompanhado por um rigoroso monitoramento ambiental, planejamento técnico minucioso e controle de qualidade permanente. A Vale Verde aposta em inovação e autonomia tecnológica, mas sem abrir mão da responsabilidade socioambiental.

Segundo Soares, a dragagem tem como princípio manter o equilíbrio ecológico.

“Nosso objetivo é devolver ao Paraopeba suas condições naturais sem comprometer a vida aquática ou a mata ciliar. Temos confiança de que, em breve, o rio estará recuperado”, acredita.