- Casa e design
- fevereiro 13, 2026
- 5 minutos
O melhor momento de compra antecede o próximo ciclo de alta no mercado imobiliário
Estabilidade e estoque disponível criam uma janela estratégica antes da valorização dos imóveis

Cristhopher Marinho (*)
Após um longo período de estabilidade iniciado durante a pandemia, o mercado imobiliário começa a dar sinais claros de mudança em Belo Horizonte. Entre 2020 e os anos seguintes, o setor atravessou um ciclo marcado por oscilações pontuais nos custos de mão de obra e por uma retração na demanda imediata por imóveis. Com a normalização gradual da economia, esse cenário foi substituído por um movimento consistente de retomada do interesse, especialmente entre investidores e compradores do primeiro imóvel. É o melhor momento de compra que antecede o próximo ciclo de alta no mercado imobiliário
Nos últimos anos, a valorização imobiliária permaneceu estável, sustentada por um ambiente de juros fixos e crédito mais restrito. Esse contexto, no entanto, começa a se transformar. A sinalização de redução da Taxa Selic em 2026, anunciada em última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), combinada a novas modalidades de financiamento e maior volume de crédito disponível, reposiciona o mercado antecipando um novo ciclo de valorização.
Para o diretor comercial da Anuar Donato, Breno Donato, a leitura histórica dos ciclos imobiliários ajuda a entender por que o momento atual é decisivo. Segundo ele, a relação entre juros e preços dos imóveis é direta: à medida que as taxas caem, a demanda tende a acelerar, pressionando os valores.

“Já observamos um aumento na procura nos primeiros meses de 2026, ainda com preços médios relativamente estáveis. A projeção para o restante do ano e para 2027, com a queda gradual dos juros, é de uma valorização mais intensa, tanto nos aluguéis quanto nas vendas, especialmente no segmento de alto padrão”, avalia.
O cenário se torna ainda mais relevante diante do crescimento do número de brasileiros que vivem de aluguel. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em relação a 2016, houve um aumento de 45,4%, totalizando 17,8 milhões de domicílios alugados. Para quem busca sair do aluguel e adquirir o primeiro imóvel, Donato reforça que o tempo é um fator determinante.
“Nos últimos 12 meses, o mercado se manteve estável, mas os ciclos de queda de juros costumam provocar uma valorização rápida, impulsionada por uma alta demanda. Quem espera que esse movimento chegue pode encontrar preços mais altos e menos opções disponíveis. Se formos definir o melhor momento de compra, ele é agora”, afirma.
Além da redução dos juros prevista para o primeiro trimestre de 2026, outro vetor importante para o setor é a expansão do crédito imobiliário. A expectativa é de crescimento de 16% no volume de financiamentos ao longo do ano, o que representa um avanço de 3% em relação a 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O aumento da oferta de crédito amplia o acesso ao financiamento e traz maior flexibilidade para compradores e investidores.
Esse novo ciclo – o melhor momento -, já começa a se refletir na dinâmica de busca por imóveis em áreas estratégicas da capital. Regiões do eixo Centro-Sul de Belo Horizonte concentram uma demanda crescente, impulsionada pela percepção de valorização iminente e pela disponibilidade atual de unidades.
“Bairros como Lourdes, Funcionários, Vila da Serra e Vale do Sereno já apresentam uma procura elevada e perspectivas claras de valorização. Quem opta por esperar uma nova janela pode enfrentar aumentos repentinos de preço. O mercado tem seus desafios, mas para quem entende o momento, 2026 tende a ser um ano próspero”, conclui Donato.
(*) Especial para o CIDADE CONECTA