- Imobiliário
- fevereiro 6, 2026
- 6 minutos
Boom imobiliário começa agora
CIDADE CONECTA inicia série de reportagens sobre o aquecimento do setor em BH e Região Metropolitana; especialistas analisam este novo ciclo

Cristhopher Marinho (*)
Para investidores do mercado de imóveis e para quem planeja adquirir um imóvel em 2026, o ano começou marcado por uma expectativa elevada de valorização em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. O novo ciclo deste boom imobiliário se consolida com a sinalização clara do Copom, em reunião dos dias 27 e 28 de janeiro, de que iniciará a flexibilização da Taxa Selic a partir da próxima reunião, em março.
Atualmente em 15%, a indicação de queda da taxa ao longo do ano, aliada à nova política de crédito lançada pelo Governo Federal, que amplia o teto de financiamento para imóveis de até R$ 2,25 milhões, reposiciona o setor e redefine o momento das decisões. O movimento abre caminho para um ambiente propício à aquisição do imóvel próprio.
A queda das taxas de juros evidencia um cenário positivo e animador para o setor. Além de reduzir o custo de compra no presente, o momento projeta uma expectativa consistente de valorização imobiliária a partir de 2026. De acordo com análises do setor, ciclos de redução dos juros costumam anteceder períodos de valorização dos imóveis, especialmente em mercados consolidados.
Para o CEO do Grupo Patrimar, Alex Veiga, a redução da taxa de juros, aliada às mudanças no crédito, cria uma oportunidade estratégica para quem pretende comprar agora. Segundo ele, prazos mais longos, entrada facilitada e novas modalidades de financiamento ampliam o acesso e tornam o momento decisivo.
“Temos boas expectativas para 2026. Em ciclos como o atual, a compra pode representar uma vantagem importante em relação a quem decide esperar”, alerta o executivo.
O financiamento imobiliário também é diretamente impactado pelo movimento de queda dos juros, com parcelas mais atrativas e aumento do crédito disponível. Somado a isso, o crescimento no volume de lançamentos e vendas reforça a leitura de um cenário de valorização gradual ao longo dos próximos meses.
O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, avalia que aproveitar o início do ciclo de queda dos juros é fundamental para evitar a entrada no mercado em um momento de preços mais elevados.
“Quando o crédito fica mais barato, a intenção de compra rapidamente se transforma em demanda real. Quem espera a taxa chegar ao seu patamar mínimo, geralmente entra no mercado quando os preços já começaram a subir”, avalia.
Outro fator que deve ser considerado, segundo França, é o comportamento dos investidores diante da perda de atratividade da renda fixa. Parte dos recursos tende a migrar para ativos reais, motivada pela busca por valorização patrimonial e geração de renda por meio de aluguéis.
“Soma-se a isso a escassez de terrenos bem localizados e o aumento dos custos de insumos, fatores que podem pressionar os preços em um cenário de demanda crescente”, ressalta o presidente da Abrainc.
Para o diretor comercial e de marketing do Grupo Patrimar, Lucas Couto, a decisão de compra neste contexto pode representar um benefício duplo para quem observa o mercado com visão estratégica.
“O momento pode trazer condições mais favoráveis de financiamento e maior potencial de valorização do ativo no médio e longo prazo, impulsionado pelo aumento do poder de compra e pela competição por unidades bem localizadas”, conclui Couto.
Impulsionado pelo novo ciclo econômico, o mercado imobiliário entra em 2026 em uma janela estratégica de oportunidades. A combinação entre juros em queda, crédito mais acessível e demanda latente reforça a percepção de que o setor volta a ocupar um papel central nas decisões de investimento e de moradia.
Para quem acompanha o movimento com atenção, o cenário se desenha como uma oportunidade concreta de planejamento, segurança patrimonial e valorização no médio e longo prazo.
(*) Estagiário de Jornalismo, sob supervisão dos editores Cris Miranda e Luís Otávio Pires